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Friday, November 9, 2012

Memorando o ENEM...

Retomando o assunto da última postagem, não poderia deixar de contar os fatos ocorridos. Antes de pontuá-los, preciso confessar que foi uma surpresa geral o nível apresentado este ano, tanto no caderno de questões quanto no tema da redação. Já que é proposta do MEC fazer do exame um vestibular de abrangência nacional, é importante mostrar serviço. Ainda acho ruim o fato de ter um caráter regionalista muito carregado (favorece os candidatos do Centro-Sul brasileiro, por estarem habituados há mais tempo com esse tipo de abordagem). Sem querer desmerecer os estudantes que conseguem a proeza de passar no vestibular pela nota do ENEM em sua região, não posso me calar frente a uma realidade que incomoda tantos, mas preferem o silêncio. A maioria da galera do Norte e do Nordeste que almeja alguma vaga numa universidade pública em sua própria região se vê muitas vezes sem opção devido às elevadas médias requeridas no SiSU. Geralmente, então, resta-lhes fazer vestibular em faculdades privadas que cobram uma soma considerável de dinheiro. Em outras palavras, esse sistema teoricamente perfeito finda favorecendo quem já conhece o caminho. Como esse terreno é bastante polêmico, prefiro que cada um tire suas próprias conclusões. No final das contas, só me responsabilizo pelo que falei, não pela interpretação de terceiros.

Voltando ao assunto inicial, vamos aos fatos que ocorreram no meu local de prova.

1. Levei travesseiro, mas não me permitiram usar. Em tese, eu o usaria para cochilar durante a tarde, mas tive de encostar a cabeça em cima da banca mesmo... nem preciso comentar a tremenda dor de cabeça, coluna e pescoço depois da prova. Acho que não permitiram por achar que eu tenha colocado alguma leitura de revisão, mas nunca fiz isso nem pretendo... estaria sendo desonesta principalmente acomigo mesma.
2. Todos os sabatistas foram proibidos de conversar durante a tarde inteira do sábado. Obviamente essa ordem foi muito estranha, pois é dificílimo não haver interação social entre as pessoas, principalmente quando se reconhece a feição de alguém. Eu até entendo, mas é praticamente impossível conseguir silêncio geral. Na minha sala, foi permitida a interação, mas por apenas 15 minutos e só para cantar e ler uma passagem bíblica. A prova começou às 19h (horário brasileiro de verão) e terminou às 23h30.
3. Havia 3 não-sabatistas na minha sala. Claro que estranharam por não terem recebido a prova no horário normal. A mais velha deles ficou tão indignada com a situação que resolveu abandonar o concurso no meio da tarde. Ela ainda alegou que notificou o erro para o MEC, mas não o fizeram. Os outros dois que permaneceram findaram sendo alvo de oferecimento de comida, pois trouxeram o que julgavam suficiente para usar durante a prova. A situação chegou a ser tão cômica que a jovem chorou de tanto rir.
4. Pude ouvir berros de uma candidata indignada que estava em outra sala. É bem provável que tenha sido por causa da ordem do silêncio. Tive tanta vontade de descobrir quem foi, mas isso não se concretizou.
5. Não consegui terminar a redação a tempo. Confesso que sou um pouco lenta para elaborar um texto dissertativo-argumentativo da forma como gosto de fazer. Penso bastante antes de escrever no papel o meu raciocínio sobre o tema proposto. Dessa vez não foi tão diferente. Faltavam poucos instantes para o tempo de prova se esgotar quando estava terminando de passar a redação a limpo o texto já pronto no rascunho. O fiscal aproximou-se de mim, e fui indiretamente obrigada a entregar a redação que, no meu ponto de vista, foi a mais feia que já fiz da minha vida até então (pelo simples fato de não tê-la acabado a tempo). Findei me derramando em prantos, acabei falando que, por causa de uma "mísera" redação, minha vaga na Federal está em jogo... e ainda tive de aguentar o fiscal dizer que "entendia" a situação e que não podia fazer nada por isso. É claro que "entende", porque não foi ele quem se sentou numa cadeira por 5h30 para responder uma prova desumana, injusta e elitista, e, além disso, ter treinado o ato de escrever uma redação com seriedade desde a época de ensino médio. Tento me esquecer dessa parte negativa de mais um capítulo do meu vestibular de 2013, mas tem sido muito difícil...
6. Entrevista dada para o Portal Uol. Clique aqui para ler o texto na íntegra.

Os itens supracitados são os mais marcantes ao meu ver. Agora, já que o exame foi feito, preciso focar nas próximas provas. O caminho é doloroso e desgastante, mas agora é tarde demais para eu voltar atrás. Não estou me dando por vencida, apenas saí da primeira batalha como guerreira ferida. Preciso novamente enfrentar os gigantes da raiva, do medo, da desssperança e da angústia para conseguir o que tanto almejo. Enquanto não os encarar de frente outra vez, vou me fortalecendo para finalmente carregar meu trunfo. E, claro, agradecer a Deus por tudo, pois nada na vida acontece por acaso.
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Fui! chau :*

Friday, November 2, 2012

Plena véspera de ENEM...

Pois é, amanhã e domingo são dias cruciais para a decisão da minha vida acadêmica... não é que sejam os principais, mas fazem parte. Estou com os nervos à flor da pele de tanta ansiedade. O friozinho na barriga muitos professores alegam ser normal, pelo fato de ser algo ainda desconhecido para os 7 milhões de candidatos espalhados pelo Brasil.

Para mim e mais cerca de 5 mil pessoas Brasil afora é um pouco mais tenso devido ao fato de guardar o sábado (entrar no mesmo horário que os demais, passar a tarde do sábado dentro da sala, fazer a prova depois do pôr do sol super cansada...), mas isso tudo é apenas um detalhezinho insignificante... prefiro focar no resultado de anos de estudo e muito esforço. Faço parte de uma minoria praticamente desprezível nesse exame, mas estou tranquila por não fazer o que é de meu interesse no dia em que Deus, desde a fundação do mundo, separou para haver a celebração da comunhão diária entre Ele e o Seu povo.

Bem sei que chegar aqui não foi uma jornada fácil, e muitas vezes me vi mergulhada no desespero quase ao ponto de desistir de tudo, mas creio, antes de tudo, que nada acontece sem a permissão de Deus. Antes eu não conseguia entender o por quê de não ter sido aprovada no meu primeiro vestibular; hoje percebo que não aguentaria tanta pressão nem conseguiria assumir com a minha pouca idade tamanha responsabilidade que a minha futura profissão exige.

Partindo do princípio bíblico de que tudo coopera para o bem dos que O amam, não há como não notar o Seu cuidado até com as coisas mais simples da vida. Para muitos, infelizmente, não passo de uma fanática por guardar um dia diferente do normal, mas não vejo razões para não fazê-lo. Além disso, não posso ir de encontro ao que Ele pede explicitamente que todo ser humano obedeça para ser feliz. Quanto a essa prova, dividida em dois dias, "minúscula" de 180 questões e uma redação, não vejo o que temer, pois sei que estudei muito para ela (muito embora eu ainda ache ter sido insuficiente...). Vou confiante, pois sei que Deus estará lá comigo para o que der e vier. Tudo o que peço é oração e torcida para tudo dar certo. :)
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Bom sábado para todos.
Fui! chau :*