É incrível como o tempo voa... ontem eu era uma menininha que queria ser amiga de todo mundo, não suportava a frase "te odeio, sua chata!", amava brincar de balanço e bonecas no parquinho. Ser popular era meu sonho... agora vejo que minha mente infantil era ingênua demais em certas coisas para o que sou hoje. Não é à toa que dizem que as coisas mudam com o passar do tempo. Sou uma das provas vivas dessa metamorfose. Estava olhando as fotos da minha infância um dia desses... nossa, como eu era feia! E o mais impressionante: eu não ligava muito. Muitos me criticavam, mas eu gostava de ser daquele jeito e pensava eu que nunca iria mudar. Ledo engano... nunca imaginei que um dia olharia pra trás e teria vergonha da minha aparência quando mais novinha. Cabelos arrepiados, dentes tortos, roupas que hoje são sem graça... daí você tira. Nunca imaginei que um dia teria um pensamento tão diferente; muito menos que teria apenas lembranças de amigos que nunca mais pude rever. Para mim tudo parecia eterno, mas me senti obrigada a aceitar e enfrentar a realidade quando percebi que a vida não é como imaginava: cheia de renúncias. Hoje só me arrependo de não ter aproveitado bem a minha inocência como deveria. Nesse ponto, minhas obrigações como estudante influenciaram um pouco.
Bem, não tenho o que reclamar da minha educação, mas eu vivia muito presa dentro de casa. Só saía pra brincar com as outras crianças do condomínio se a pessoa responsável pra cuidar de mim ficasse junto e me vigiando. Lembro-me bem que algumas vezes eu esperava essa pessoa dormir pra poder ir à casa das minhas amigas e brincar de casinha. Era muito divertido com certeza, mas ficava muito chateada quando vinha me buscar e tinha de voltar pra casa. Hoje sinto saudades do lugar que carrega consigo boa parte da minha inocência. Eu era "feliz" e não sabia... as responsabilidades da vida tiraram de mim a oportunidade de brincar de pula-corda, adoleta, amarelinha (eu amaava!), elástico (co-ca-co-la, salada-saladinha..., etc), etc.
No final das contas, sempre fui uma garotinha escanteada, e nenhum dos meus colegas de turma gostavam de brincar comigo. Qual o jeito pra resolver o problema? ficar junto da professora ou brincar com os coleguinhas de outras turmas, é claro! Era isso o que eu sempre fazia. Passei muito tempo da minha vida fazendo isso... me sentia excluída (e sempre fui), era alvo de brincadeiras sem graça (recebia muitos apelidos horríveis também) e me viam como se fosse a patinha feia. Sofri bastante nesses tempos... era muito raro, inclusive, de eu chegar em casa sorrindo. Ainda não sei se era a minha forma de falar e agir ou se era porque era muito quieta. Só sei que ninguém gostava da minha presença em certos momentos. Me procuravam como companhia apenas quando os amiguinhos deles davam um "chute na bunda" e não queriam ficar sozinhos. Sempre me criticavam bastante por isso... era explorada, mas minha tamanha inocência não me permitia enxergar isso.
Passou-se o tempo. Hoje sou pré-vestibulanda, terminando o 2º grau agora, em 2009. Graças a Deus, já consegui superar os meus traumas do passado. Vejo que certas coisas em mim ainda não mudaram. Continuo (1) não me sentindo bem junto de pessoas que se acham, (2) procurando novas amizades, (3) tentando me superar a cada dia, (4) procurando entender os outros, etc. O que me prejudicava sempre procuro mudar pra melhor, mesmo sabendo que tenho de renunciar certas coisas e erguer a cabeça em outras. Meu choro uso como se fosse arma, grito só quando acho necessário. Aprendi a sacudir a poeira e continuar a andar na estrada da vida. Meu coração continua sendo de criança, mas é de uma criança que sonha com uma profissão (no meu caso é medicina), deseja ser feliz e procura o bem-estar dos que a cercam.
Como se não bastasse, há momentos que choro por certas coisas que ainda me machucam. Eu, sinceramente, não gosto de "chorar pelo leite derramado"... só que me vejo às vezes conformada com a situação e fazendo nada pra deixar isso debaixo do travesseiro. O pior de tudo é saber o que fazer pra escrever uma história diferente, mas não faz nada pra ver o rumo da narração de um jeito bem diferente do que está acontecendo. Muitas vezes tento não chamar a atenção, mas tem hora que é inevitável. Ser crescida nem sempre é tão legal quanto parece...
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Fui! tchau :*
Bem, não tenho o que reclamar da minha educação, mas eu vivia muito presa dentro de casa. Só saía pra brincar com as outras crianças do condomínio se a pessoa responsável pra cuidar de mim ficasse junto e me vigiando. Lembro-me bem que algumas vezes eu esperava essa pessoa dormir pra poder ir à casa das minhas amigas e brincar de casinha. Era muito divertido com certeza, mas ficava muito chateada quando vinha me buscar e tinha de voltar pra casa. Hoje sinto saudades do lugar que carrega consigo boa parte da minha inocência. Eu era "feliz" e não sabia... as responsabilidades da vida tiraram de mim a oportunidade de brincar de pula-corda, adoleta, amarelinha (eu amaava!), elástico (co-ca-co-la, salada-saladinha..., etc), etc.
No final das contas, sempre fui uma garotinha escanteada, e nenhum dos meus colegas de turma gostavam de brincar comigo. Qual o jeito pra resolver o problema? ficar junto da professora ou brincar com os coleguinhas de outras turmas, é claro! Era isso o que eu sempre fazia. Passei muito tempo da minha vida fazendo isso... me sentia excluída (e sempre fui), era alvo de brincadeiras sem graça (recebia muitos apelidos horríveis também) e me viam como se fosse a patinha feia. Sofri bastante nesses tempos... era muito raro, inclusive, de eu chegar em casa sorrindo. Ainda não sei se era a minha forma de falar e agir ou se era porque era muito quieta. Só sei que ninguém gostava da minha presença em certos momentos. Me procuravam como companhia apenas quando os amiguinhos deles davam um "chute na bunda" e não queriam ficar sozinhos. Sempre me criticavam bastante por isso... era explorada, mas minha tamanha inocência não me permitia enxergar isso.
Passou-se o tempo. Hoje sou pré-vestibulanda, terminando o 2º grau agora, em 2009. Graças a Deus, já consegui superar os meus traumas do passado. Vejo que certas coisas em mim ainda não mudaram. Continuo (1) não me sentindo bem junto de pessoas que se acham, (2) procurando novas amizades, (3) tentando me superar a cada dia, (4) procurando entender os outros, etc. O que me prejudicava sempre procuro mudar pra melhor, mesmo sabendo que tenho de renunciar certas coisas e erguer a cabeça em outras. Meu choro uso como se fosse arma, grito só quando acho necessário. Aprendi a sacudir a poeira e continuar a andar na estrada da vida. Meu coração continua sendo de criança, mas é de uma criança que sonha com uma profissão (no meu caso é medicina), deseja ser feliz e procura o bem-estar dos que a cercam.
Como se não bastasse, há momentos que choro por certas coisas que ainda me machucam. Eu, sinceramente, não gosto de "chorar pelo leite derramado"... só que me vejo às vezes conformada com a situação e fazendo nada pra deixar isso debaixo do travesseiro. O pior de tudo é saber o que fazer pra escrever uma história diferente, mas não faz nada pra ver o rumo da narração de um jeito bem diferente do que está acontecendo. Muitas vezes tento não chamar a atenção, mas tem hora que é inevitável. Ser crescida nem sempre é tão legal quanto parece...
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Fui! tchau :*
2 comments:
Olá, eu sou a amiga da Kadja, com quem ela divide o blog e tals.. só pra avisar que mudamos o link do blog, que agora é - http://epopeiasrotineiras.blogspot.com/
tá certo?
Ah, e também quero prestar vestibular pra medicina este ano!=D Sorte para as duas! Até mais. ;)
Minha nossa Beca, eu até me emocionei um pouco lendo esse teu post, mas pior que quando a gente é criança tem a mente tao inocênte que não percebe que os "amiguinhos" só lembram de nós quando não tem mais com quem brincar. Eu sei como é isso, pois lembro que quando era do Jardim II, eu tinha 2 coleguinhas, mas quando uma outra menina que estudava comigo chegava, elas se afastavam de mim e iam brincar com ela.. dai teve uma vez que eu estava brincando sozinha no balanço e vinheram uns meninos e + essa menina com qm minhas 'coleguinhas' iam brincar e começaram a jogar areia em mim. Eu lembro que chorei tanto esse dia. Hoje em dia quando lembro, ainda bate uma tristeza, porque percebo que minha infância nao foi tão boa como eu queria que fosse...
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