Para quem não curte a loucura da festa de carnaval se vê praticamente obrigado a fugir dos pontos onde são foco de folia. É incrível como tudo dá uma pausa no Brasil somente para assistir ao desfile do "maior bloco de carnaval de rua do mundo". Sinceramente, não gostaria de desperdiçar tempo com isso, mas ao menos posso recarregar minhas baterias para retomar as atividades do ano. Eu, por exemplo, costumo acampar com os jovens da minha Igreja. Desta vez, não foi diferente, mas foi um tanto inusitado. Fui acampar num local bem afastado de tudo, e onde mal pega sinal da única operadora de celular que funciona lá. O local é de difícil acesso e rico em vegetação. Para completar, longe da cidade grande.
Diferente do acampamento de carnaval ocorrido no mesmo local há 10 anos, desta vez foi uma espécie de "mistura de panelinhas". Como a estrutura do antigo ENA é grande (no passado foi colégio interno, e está desativado desde 2000 por causa de uma grande enchente que danificou a cidade em que foi construído), era de se esperar que todos os participantes do retiro fossem bem alojados, com refeições boas, e a estrutura física estivesse nos conformes para uma temporada de carnaval. Infelizmente, não foi o que encontramos por lá... Vou recapitular os fatos:
1. Pra começo de conversa, a equipe que estava responsável por tudo no local era a mesma pra tudo (limpeza, alimentação, alojar os acampantes, etc), e essa tarefa se limitava a apenas 8 pessoas para atender mais de 250 que estavam lá... já dá pra imaginar o babel que deu, né?
2. Vez ou outra faltava água pra consumo. De início foi vazamento em alguns canos do local, mas depois foi porque realmente havia acabado. Tiveram de providenciar caminhão-pipa pra abastecer os tanques. Tem mais um detalhe: a água que a gente estava consumindo nos primeiros dias era genuinamente mineral, mas a que chegou depois não se sabe a procedência. Como a gente bebia a água da torneira, não deu outra: quem não adoeceu lá, arriou quando voltou pra casa. Quanto aos banheiros, já dá pra imaginar o caos, não acha?
3. SOJA! Quem foi a esse acampamento vai passar um bom tempo sem querer comer a bendita da soja. O motivo é simples: estava presente em TODAS as refeições, de todas as formas que se possa imaginar. Além disso, o tempero não foi bem preparado (sem contar com o sabor exacerbado de temperos prontos, ainda que diluídos em água). Consequentemente, muitos tiveram uma constipação daquelas bem poderosas. Nem mesmo o suco escapou da lista de itens mal feitos na cozinha!
4. Por causa do almoço do último dia (muito provavelmente porque tinha água de procedência duvidosa na composição da comida), quem não adoeceu lá teve problema sério quando voltou pra casa. Houve uma onde de diarreia e vômito nos acampantes. Eu, inclusive, fui mais uma vítima do processo, e desejo isso pra ninguém! Em consequência disso, haja festa de visita ao médico!
5. A festa do soro começou já no final da tarde... como a cidade é pequena, só tem um único posto médico lá, e conseguimos a proeza de esgotar o estoque de soro fisiológico antes mesmo do fim do último dia de acampamento. Os que chegaram depois tiveram de ser transferidos para as cidades vizinhas pra tomar soro na veia (o que mais me impressionou nisso tudo foi a cara de tacho dos donos do local do acampamento enquanto viam as pessoas sendo medicadas...). Tomei soro na veia, e nele solubilizaram vitaminas do complexo B e Dramin, porque estava me desidratando. O enfermeiro lá pôs a agulha na minha mão de uma forma tal que tive choque pirogênico (sensação de calafrio pela má colocação da agulha), e senti incômodo no local onde a agulha foi injetada. Depois que fui liberada, ainda tomei Floratil e voltei pra casa dormindo no carro. Por causa disso, passei o resto da semana em casa descansando, e ainda perdi um simulado no cursinho. Comer? só se for sopa de legumes, e da mais simples...
Ah, mas nem tudo foi ruim...
6. pude fortalecer a amizade com os amigos da minha Igreja, e ainda pude conhecer gente nova. O ambiente foi propício para isso, e aproveitei bastante o quesito companhia dos amigos.
7. não consegui estudar tudo o que queria, mas pelo menos não deixei muita coisa pendente. Quis usufruir do feriadão pra dar um desconto no "recesso" que no começo do ano não tive como gostaria (é, o último vestibular que fiz pra 2013 foi na metade de janeiro deste ano), afinal foi um período conturbado e puxado.
8. visitei a casa dos pais de um amigo muito querido, e ainda pude adentrar um dos shoppings mais famosos da cidade, além de ficar paquerando os sapatos das vitrines. Lá na casa (na verdade, um sítio), tomei um chá bem inusitado: chá de abacaxi. Muito bom, por sinal! Quero mais da próxima vez! O local é bem aconchegante, além de frio.
9. nos cultos realizados no acampamento, cada um tinha um pastor diferente partilhando reflexões à luz da Bíblia. Mensagens inspiradoras e muito interessantes.
... e assim foi meu período de carnaval este ano. Torço pra que no ano que vem não tenha esses problemas de novo no acampamento de carnaval, e que a diversão seja pra lá de maravilhosa.
Vou agora voltar ao meu descanso, ainda estou em fase de recuperação...
-
Fui! chau :*
Diferente do acampamento de carnaval ocorrido no mesmo local há 10 anos, desta vez foi uma espécie de "mistura de panelinhas". Como a estrutura do antigo ENA é grande (no passado foi colégio interno, e está desativado desde 2000 por causa de uma grande enchente que danificou a cidade em que foi construído), era de se esperar que todos os participantes do retiro fossem bem alojados, com refeições boas, e a estrutura física estivesse nos conformes para uma temporada de carnaval. Infelizmente, não foi o que encontramos por lá... Vou recapitular os fatos:
1. Pra começo de conversa, a equipe que estava responsável por tudo no local era a mesma pra tudo (limpeza, alimentação, alojar os acampantes, etc), e essa tarefa se limitava a apenas 8 pessoas para atender mais de 250 que estavam lá... já dá pra imaginar o babel que deu, né?
2. Vez ou outra faltava água pra consumo. De início foi vazamento em alguns canos do local, mas depois foi porque realmente havia acabado. Tiveram de providenciar caminhão-pipa pra abastecer os tanques. Tem mais um detalhe: a água que a gente estava consumindo nos primeiros dias era genuinamente mineral, mas a que chegou depois não se sabe a procedência. Como a gente bebia a água da torneira, não deu outra: quem não adoeceu lá, arriou quando voltou pra casa. Quanto aos banheiros, já dá pra imaginar o caos, não acha?
3. SOJA! Quem foi a esse acampamento vai passar um bom tempo sem querer comer a bendita da soja. O motivo é simples: estava presente em TODAS as refeições, de todas as formas que se possa imaginar. Além disso, o tempero não foi bem preparado (sem contar com o sabor exacerbado de temperos prontos, ainda que diluídos em água). Consequentemente, muitos tiveram uma constipação daquelas bem poderosas. Nem mesmo o suco escapou da lista de itens mal feitos na cozinha!
4. Por causa do almoço do último dia (muito provavelmente porque tinha água de procedência duvidosa na composição da comida), quem não adoeceu lá teve problema sério quando voltou pra casa. Houve uma onde de diarreia e vômito nos acampantes. Eu, inclusive, fui mais uma vítima do processo, e desejo isso pra ninguém! Em consequência disso, haja festa de visita ao médico!
5. A festa do soro começou já no final da tarde... como a cidade é pequena, só tem um único posto médico lá, e conseguimos a proeza de esgotar o estoque de soro fisiológico antes mesmo do fim do último dia de acampamento. Os que chegaram depois tiveram de ser transferidos para as cidades vizinhas pra tomar soro na veia (o que mais me impressionou nisso tudo foi a cara de tacho dos donos do local do acampamento enquanto viam as pessoas sendo medicadas...). Tomei soro na veia, e nele solubilizaram vitaminas do complexo B e Dramin, porque estava me desidratando. O enfermeiro lá pôs a agulha na minha mão de uma forma tal que tive choque pirogênico (sensação de calafrio pela má colocação da agulha), e senti incômodo no local onde a agulha foi injetada. Depois que fui liberada, ainda tomei Floratil e voltei pra casa dormindo no carro. Por causa disso, passei o resto da semana em casa descansando, e ainda perdi um simulado no cursinho. Comer? só se for sopa de legumes, e da mais simples...
Ah, mas nem tudo foi ruim...
6. pude fortalecer a amizade com os amigos da minha Igreja, e ainda pude conhecer gente nova. O ambiente foi propício para isso, e aproveitei bastante o quesito companhia dos amigos.
7. não consegui estudar tudo o que queria, mas pelo menos não deixei muita coisa pendente. Quis usufruir do feriadão pra dar um desconto no "recesso" que no começo do ano não tive como gostaria (é, o último vestibular que fiz pra 2013 foi na metade de janeiro deste ano), afinal foi um período conturbado e puxado.
8. visitei a casa dos pais de um amigo muito querido, e ainda pude adentrar um dos shoppings mais famosos da cidade, além de ficar paquerando os sapatos das vitrines. Lá na casa (na verdade, um sítio), tomei um chá bem inusitado: chá de abacaxi. Muito bom, por sinal! Quero mais da próxima vez! O local é bem aconchegante, além de frio.
9. nos cultos realizados no acampamento, cada um tinha um pastor diferente partilhando reflexões à luz da Bíblia. Mensagens inspiradoras e muito interessantes.
... e assim foi meu período de carnaval este ano. Torço pra que no ano que vem não tenha esses problemas de novo no acampamento de carnaval, e que a diversão seja pra lá de maravilhosa.
Vou agora voltar ao meu descanso, ainda estou em fase de recuperação...
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Fui! chau :*
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