E aquela velha saudade de ser eu mesma? Altas vezes me peguei distraída, brincando com a memória do passado. Além de lembranças, confesso que sinto falta de uma espécie de máquina do tempo. Palpites? Tive vários - e, inclusive, já imaginei até demais como seria minha história se eu tivesse feito algo diferente. Ah, como gostaria de viver aquilo tudo novamente... pelo menos adquiri mais conhecimento da engrenagem da vida, mas o que sei ainda é muito incipiente.
É, em alguns intantes me bate uma vontade de aproveitar melhor o que hoje não posso do mesmo jeito. Apesar do que me ocorre hoje, sei que precisava passar por tudo aquilo para eu me tornar quem sou agora. Nas metamorfoses da vida, aprendi, embora algumas vezes sentindo dor, que é importante buscar sempre mudar para melhor. Desconheço o autor, porém sua frase é mais do que verdadeira: "não há nada de nobre em tentarmos ser superiores aos outros; tal nobreza consiste em sermos superiores ao que éramos antes". Temo por ter deixado de ser autêntica apenas por causa de meras circunstâncias da vida. Na busca pelo eu, sei que nunca alcançarei a perfeição... mas isso não me impede de fazer tentativas infindas.
Na poesia da vida, a arte de viver é fundamental. Reduzir-se a uma mera existência significa dar uma pausa a novas experiências, além do risco de se tornar alguém que parou no tempo. Continuo sendo eu mesma, mas não a mesma de pouco tempo atrás. Enquanto os poetas exercem o dom do lirismo, com meu próprio punho transmito meu mundo aos que me desejam ouvir - mas sempre com aquele meu jeitinho de menina. (:
-
Fui! chau :*
No comments:
Post a Comment