Quando se fala na Páscoa, o que vem à mente de muitos é o emblemático coelhinho comendo cenouras, e uma grande leva de ovos de chocolate à venda no mercado. Há ainda os que tentam se redimir da culpa mal resolvida na quarta-feira de cinzas do carnaval, além de fazer um esforço em comer carne de peixe para não consumir a carne que realmente almeja. Pura questão de conveniência, e tudo isso não passa de mera continuidade de tradições humanas. Costumamos fazer tantas coisas no automático, que chegamos ao ponto de perder de vista a verdadeira essência de datas comemorativas como a que estamos celebrando esta época do ano. Infelizmente vê-se uma deturpação do que deveria acontecer (consagração, renascimento do eu, reciclagem da própria vida), afinal é infinitamente mais fácil se manter na zona de conforto e fingir que tudo vai bem. Deveríamos pensar no sacrifício de Jesus como uma ponte entre nossa condição de pecadores e a remissão através do sangue derramado no Calvário. Somente por causa da morte de Cristo na rude cruz hoje temos a chance de renovar a aliança com Deus, e sermos justificados pelo Cristo que morreu e ressurgiu. Esse era para ser o motivo de nossa celebração, mas estamos tão mergulhados no meio da confusão de ideias e preceitos, que, sem querer, findamos nos esquecendo daquilo que motivou a solenidade da data... e nossas artérias vão sendo entupidas de chocolate. Quanta discrepância!
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Bom final de semana para todos!
Fui! chau :*
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