(é carta argumentativa, ok?)
Recife, 28 de novembro de 2009.
Prezado Editor,
Tema:
"Novembro de 2009. O mundo respira aliviado e celebra vinte anos sem o muro de Berlim. O que se celebra, na verdade, não é a queda de uma parede de tijolos ou de um monumento, mas o fim de tudo o que essa parede simbolizava. Entretanto, enquanto o mundo comemora a queda do muro de Berlim, também lamenta a existência e o surgimento de novos “muros” no mundo contemporâneo: os de tijolos, como os construídos por Israel, na Cisjordânia, ou pelos Estados Unidos, na fronteira com o México; e, ainda, os “muros simbólicos e invisíveis”, não feitos de tijolos, mas tão cruéis e desumanos quanto aqueles outros, porque erigidos com a mesma finalidade: separar, segregar, discriminar, e impedir a convivência e a tolerância frente às diferenças entre povos e nações."
Das duas propostas, desenvolvi a que era para me posicionar a favor ou contra um suposto leitor que apresentou a ideia de que “no Brasil, nem houve nem há muros que segreguem ou discriminem as pessoas” em forma de carta argumentativa. No meu caso, fui contra a opinião dele, explicando os motivos para tanto.
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Fui! chau :*
Recife, 28 de novembro de 2009.
Prezado Editor,
o objetivo deste é parabenizar o texto sobre o muro de Berlim e, simultaneamente, contestar a carta redigida por um dos leitores deste jornal. Concordo que o monumento era sinônimo de desigualdade, desprezo e desumanização. Embora a realidade de nosso cotidiano não seja assim como gostaríamos, é importante ressaltar o significado de sua queda.
De fato, nunca houve em nosso país muros construídos com tijolos e cimento para dividir a nação por questões políticas. Mesmo assim, eles existem de forma invisível. Por incrível que pareça, também estamos inseridos nesse meio. Creio no nosso dever, como cidadãos, de aniquilar tudo que atrapalhe o nosso convívio com os outros - inclusive os desfavorecidos.
Ao meu ver, o ocorrido há vinte anos ainda não foi entendido. Obviamente foi o ponto final de uma "quase-guerra"; todavia, o mundo, ao menos, aparenta não ter revisto os valores repassados à sociedade, e muito menos se sensibilizado para mudar o necessário. Ou melhor, procurar a formação de pessoas mais justas.
Em suma, não descarto as várias interpretações a respeito deste assunto. O fato o qual comemoramos contém muitas verdades para nos ensinar para um amanhã bem melhor. Confesso que ainda não me satisfiz com as (pequenas) mudanças feitas desde aquela época, embora tenha esperança de ser ouvida. Enquanto isso não acontecer, não devemos nos calar. O futuro depende de nós.
Atenciosamente,
R. M. S.
Tema:
"Novembro de 2009. O mundo respira aliviado e celebra vinte anos sem o muro de Berlim. O que se celebra, na verdade, não é a queda de uma parede de tijolos ou de um monumento, mas o fim de tudo o que essa parede simbolizava. Entretanto, enquanto o mundo comemora a queda do muro de Berlim, também lamenta a existência e o surgimento de novos “muros” no mundo contemporâneo: os de tijolos, como os construídos por Israel, na Cisjordânia, ou pelos Estados Unidos, na fronteira com o México; e, ainda, os “muros simbólicos e invisíveis”, não feitos de tijolos, mas tão cruéis e desumanos quanto aqueles outros, porque erigidos com a mesma finalidade: separar, segregar, discriminar, e impedir a convivência e a tolerância frente às diferenças entre povos e nações."
Das duas propostas, desenvolvi a que era para me posicionar a favor ou contra um suposto leitor que apresentou a ideia de que “no Brasil, nem houve nem há muros que segreguem ou discriminem as pessoas” em forma de carta argumentativa. No meu caso, fui contra a opinião dele, explicando os motivos para tanto.
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Fui! chau :*
