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Wednesday, February 13, 2013

"Aproveite o morango"...

Para quem não curte a loucura da festa de carnaval se vê praticamente obrigado a fugir dos pontos onde são foco de folia. É incrível como tudo dá uma pausa no Brasil somente para assistir ao desfile do "maior bloco de carnaval de rua do mundo". Sinceramente, não gostaria de desperdiçar tempo com isso, mas ao menos posso recarregar minhas baterias para retomar as atividades do ano. Eu, por exemplo, costumo acampar com os jovens da minha Igreja. Desta vez, não foi diferente, mas foi um tanto inusitado. Fui acampar num local bem afastado de tudo, e onde mal pega sinal da única operadora de celular que funciona lá. O local é de difícil acesso e rico em vegetação. Para completar, longe da cidade grande.

Diferente do acampamento de carnaval ocorrido no mesmo local há 10 anos, desta vez foi uma espécie de "mistura de panelinhas". Como a estrutura do antigo ENA é grande (no passado foi colégio interno, e está desativado desde 2000 por causa de uma grande enchente que danificou a cidade em que foi construído), era de se esperar que todos os participantes do retiro fossem bem alojados, com refeições boas, e a estrutura física estivesse nos conformes para uma temporada de carnaval. Infelizmente, não foi o que encontramos por lá... Vou recapitular os fatos:

1. Pra começo de conversa, a equipe que estava responsável por tudo no local era a mesma pra tudo (limpeza, alimentação, alojar os acampantes, etc), e essa tarefa se limitava a apenas 8 pessoas para atender mais de 250 que estavam lá... já dá pra imaginar o babel que deu, né?

2. Vez ou outra faltava água pra consumo. De início foi vazamento em alguns canos do local, mas depois foi porque realmente havia acabado. Tiveram de providenciar caminhão-pipa pra abastecer os tanques. Tem mais um detalhe: a água que a gente estava consumindo nos primeiros dias era genuinamente mineral, mas a que chegou depois não se sabe a procedência. Como a gente bebia a água da torneira, não deu outra: quem não adoeceu lá, arriou quando voltou pra casa. Quanto aos banheiros, já dá pra imaginar o caos, não acha?

3. SOJA! Quem foi a esse acampamento vai passar um bom tempo sem querer comer a bendita da soja. O motivo é simples: estava presente em TODAS as refeições, de todas as formas que se possa imaginar. Além disso, o tempero não foi bem preparado (sem contar com o sabor exacerbado de temperos prontos, ainda que diluídos em água). Consequentemente, muitos tiveram uma constipação daquelas bem poderosas. Nem mesmo o suco escapou da lista de itens mal feitos na cozinha!

4. Por causa do almoço do último dia (muito provavelmente porque tinha água de procedência duvidosa na composição da comida), quem não adoeceu lá teve problema sério quando voltou pra casa. Houve uma onde de diarreia e vômito nos acampantes. Eu, inclusive, fui mais uma vítima do processo, e desejo isso pra ninguém! Em consequência disso, haja festa de visita ao médico!

5. A festa do soro começou já no final da tarde... como a cidade é pequena, só tem um único posto médico lá, e conseguimos a proeza de esgotar o estoque de soro fisiológico antes mesmo do fim do último dia de acampamento. Os que chegaram depois tiveram de ser transferidos para as cidades vizinhas pra tomar soro na veia (o que mais me impressionou nisso tudo foi a cara de tacho dos donos do local do acampamento enquanto viam as pessoas sendo medicadas...). Tomei soro na veia, e nele solubilizaram vitaminas do complexo B e Dramin, porque estava me desidratando. O enfermeiro lá pôs a agulha na minha mão de uma forma tal que tive choque pirogênico (sensação de calafrio pela má colocação da agulha), e senti incômodo no local onde a agulha foi injetada. Depois que fui liberada, ainda tomei Floratil e voltei pra casa dormindo no carro. Por causa disso, passei o resto da semana em casa descansando, e ainda perdi um simulado no cursinho. Comer? só se for sopa de legumes, e da mais simples...

Ah, mas nem tudo foi ruim...

6. pude fortalecer a amizade com os amigos da minha Igreja, e ainda pude conhecer gente nova. O ambiente foi propício para isso, e aproveitei bastante o quesito companhia dos amigos.

7. não consegui estudar tudo o que queria, mas pelo menos não deixei muita coisa pendente. Quis usufruir do feriadão pra dar um desconto no "recesso" que no começo do ano não tive como gostaria (é, o último vestibular que fiz pra 2013 foi na metade de janeiro deste ano), afinal foi um período conturbado e puxado.

8. visitei a casa dos pais de um amigo muito querido, e ainda pude adentrar um dos shoppings mais famosos da cidade, além de ficar paquerando os sapatos das vitrines. Lá na casa (na verdade, um sítio), tomei um chá bem inusitado: chá de abacaxi. Muito bom, por sinal! Quero mais da próxima vez! O local é bem aconchegante, além de frio.

9. nos cultos realizados no acampamento, cada um tinha um pastor diferente partilhando reflexões à luz da Bíblia. Mensagens inspiradoras e muito interessantes.

... e assim foi meu período de carnaval este ano. Torço pra que no ano que vem não tenha esses problemas de novo no acampamento de carnaval, e que a diversão seja pra lá de maravilhosa.

Vou agora voltar ao meu descanso, ainda estou em fase de recuperação...
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Fui! chau :*

Tuesday, January 15, 2013

Sonhos reais?

Fico até impressionada com a forma como certos sonhos meus se tornam realidade... alguns me perturbam, outros me deixam nas nuvens. Isso pode até parecer pessimismo ou até papo furado, mas não tenho me sentido confortável com o que aconteceu até ontem. Sonhei uma coisa bastante peculiar, contei com ar de tristeza para umas poucas pessoas que, acredito eu, são dignas de confiança, e tenho a mais absoluta certeza de que isso se tornará realidade. Estou sendo nada mais que realista, preciso ser muito "pé no chão" nessas horas.

Para os vestibulandos que fizeram a prova da UFPE, 2012 acabou ontem... eu, sinceramente, não consigo compartilhar desse sentimento também. Estou com a horrível sensação de que AINDA estou com a cabeça em 2012, mesmo com o corpo já em 2013. Isso é como se eu continuasse a correr atrás do vento, talvez porque por enquanto não mereço experimentar o sabor de uma classificação no vestibular há tanto tempo desejada... às vezes pergunto a mim mesma por que ainda não fui capaz de realizar esse sonho. Será por causa de incompetência minha? Que traça ainda me falta remover para sair dessa sensação de que parei no tempo?

Briguei por uma vaguinha na Universidade do jeito que pude, eu sei, mas estou com uma angústia enorme dentro de mim por notar que podia ter me empenhado muito mais; sinto-me uma batalhadora mais uma vez fracassada. Entendo que há tempo para tudo debaixo do sol, mas vou lembrar que esse período também não tem sido dos bons... reclamações vindas por indiretas, notícias péssimas recebidas assim que cheguei em casa depois de uma prova exaustiva... e errar é (des)humano nessas horas: para variar, eu (de novo) troquei o gabarito de um quesito numérico no momento de marcar o cartão-resposta, e consequentemente PERDI a questão mesmo tendo achado a resposta certa; em outras palavras, minha esperança de começar 2013 com o pé direito se desmanchou no ar... Enfim, o que era antes um pesadelo "idiota" se tornou realidade, como para mim já era de se esperar. Não tenho motivos aparentes para comemorar o suposto fim do ciclo de vestibulares, afinal ainda estou presa a ele... se eu passar ainda este ano, será nada menos que um milagre assustador.

É, vou guardar os meus band-aids para o ano que vem, vou descansar para começar a caminhada para 2014, e agora, mais do que nunca, confiar em Deus e continuar fazendo a parte que me cabe como se nada tivesse me atingido. Tenho apenas duas semanas de férias (errei, desculpem-me!) recesso para reunir minhas energias para mais um ano de cursinho, simulados, lágrimas, e MUITO esforço. Estou um tanto abalada com a situação, e mesmo assim tenho procurado levantar a cabeça porque agora mais do que nunca meus pais precisam de mim com o espírito leve, o que me deixa bastante aflita e insegura porque minhas responsabilidades só aumentam. É nesses momentos que a gente precisa louvar ao Senhor em meio a uma forte tormenta... é hora de pedir-Lhe forças para enfrentar os monstros que insistem em me atormentar. Dessas batalhas quero sair mais que vencedora.
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Fui! chau :*

Monday, December 31, 2012

Adeus ano velho, feliz ano novo...

Todos os anos as mesmas ladainhas se repetem. Essa é a época do ano em que normalmente as pessoas mundo afora fazem um balanço do ano inteiro, estipulam metas para o ano seguinte, se empenham mais a se reunirem em família. Deixar as desavenças de lado, usar roupas brancas, jogar conversa fora, compartilhar doses de champagne, vinho, cerveja... e muita festa!

Parando para analisar um pouco o momento, os check-ups que são deixados para o fim do ano deveriam ser renovados e revistos todos os dias. Reciclar os projetos de vida, jogar fora o que é desnecessário, procurar estar em paz com todos independente das circunstâncias, mostrar integridade em tudo que fizer, mudar o que não dá certo. Ah, também ponderar os fatos bons e ruins, principalmente os que contribuíram para o crescimento como indivíduo. Antes de tomar qualquer atitude para tentar ser uma pessoa melhor em 2013, é bom antes refletir se é relevante e se vale a pena se submeter a tais condições.

O velho clichê de que "a vida é feita de escolhas" nunca deixou de ser uma verdade irefutável, mas parece que muitos apenas fazem o favor de concordar e fingir que tudo continua da mesma forma. Se metamorfose fosse ruim, as borboletas não existiriam. Não sou contra o espírito de mudança, muito menos o de planejamento. O fato é que muitos levam isso com tanta suplerfluidade que chega a ser banal. Muitas mudanças às quais nos submetemos podem hoje serem de péssimo grado, mas amanhã será mais que benéfico. A mania própria do ser humano de ver apenas o lado péssimo das coisas só desencadeia o retrocesso do aprendizado ao longo da existência. Nada na vida acontece por acaso.

Meus desejos para o ano que está por vir são tantos... alguns deles são conhecimento, incomodismo, paciência, realizações de sonhos, melhor usufruto do tempo... e não poderia deixar de esquecer também do mais importante: pedir a presença constante de Deus durante todos os novos dias que ganho ao acordar todas as manhãs.
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Fui! chau :*

Saturday, December 22, 2012

21 de dezembro... e o mundo não acabou!

Ao longo da História mundial, a humanidade desde sempre tem especulado bastante a respeito do fim do nosso planeta. Para completar, nunca deixou de haver adeptos dessas ideias vis. Guerras, abalos sísmicos, epidemias, tudo induz as pessoas a confirmarem a iminência escatológica. Quantas vezes essas marcações de datas trouxeram evidências de um mundo que realmente está chegando ao seu ponto final?

Indubitavelmente, sempre tivemos necessidade de crer em algo, e motivos nunca nos faltam. No entanto, especulações relacionadas ao assunto só têm feito as pessoas focarem mais no que supostamente vai acontecer ao invés de procurar deixar a própria vida em ordem. Era de se esperar que surgissem pessoas beirando o desespero, ou mesmo adiando o prazo de consertar alguma falta para não ter o "dissabor de pagar a conta". Como não houve ao menos uma manifestação sobrenatural indicando o fim dos tempos, piadas envolvendo essas pessoas se tornaram um prato cheio.

Parando para refletir melhor sobre isso, eu realmente gostaria de não mais estar morando neste mundo onde impera o mal. Cansei de todos os dias ser obrigada a ouvir a respeito de crimes bárbaros, comentários torpes, intrigas e principalmente da falta de fé em Alguém que tudo pode fazer. Estou farta de viver neste tempo, porque vejo nitidamente que todos os valores morais e éticos que aprendi vêm sendo gradativamente deturpados, hostilizados e esquecidos. Tenho até muitas saudades da época em que não pedir desculpas por ter feito algo errado era ofensa grave, além de o cultivo de qualidades boas para a edificação individual era algo bastante louvável e muito bem visto pelos outros. Sinto-me sufocada neste mundo cheio de especulações falsas, mentiras, pessoas ganaciosas e que olham apenas para o próprio umbigo. Pior ainda é a existência dos que se fazem parecer alheios aos problemas do mundo, e se portam como se nada lhes interessasse ao estarem na zona de conforto, mergulhados em si mesmos.

Olhando para cima, noto que o verdadeiro final deste mundo está por vir, mas ocorrerá quando a grande maioria das pessoas menos esperam, da mesma forma como um ladrão assalta uma casa sem avisar. Os sinais têm sido expressivos, e o encaixe dessas peças me faz ter mais vontade de estar pronta para este grande dia - não sei quando, mas sei que todos O verão vindo em resplendor e glória buscar todos os que buscaram viver de acordo com a Sua vontade. Cada dia tenho procurado me preparar, e a chama da esperança em mim permanece acesa. Enquanto o Rei dos reis não vem, prefiro imaginar como será esse dia glorioso, e viver de acordo com a Sua vontade. E você, já parou para refletir sobre isso também?
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Boa semana para todos.
Fui! chau :*

Friday, November 9, 2012

Memorando o ENEM...

Retomando o assunto da última postagem, não poderia deixar de contar os fatos ocorridos. Antes de pontuá-los, preciso confessar que foi uma surpresa geral o nível apresentado este ano, tanto no caderno de questões quanto no tema da redação. Já que é proposta do MEC fazer do exame um vestibular de abrangência nacional, é importante mostrar serviço. Ainda acho ruim o fato de ter um caráter regionalista muito carregado (favorece os candidatos do Centro-Sul brasileiro, por estarem habituados há mais tempo com esse tipo de abordagem). Sem querer desmerecer os estudantes que conseguem a proeza de passar no vestibular pela nota do ENEM em sua região, não posso me calar frente a uma realidade que incomoda tantos, mas preferem o silêncio. A maioria da galera do Norte e do Nordeste que almeja alguma vaga numa universidade pública em sua própria região se vê muitas vezes sem opção devido às elevadas médias requeridas no SiSU. Geralmente, então, resta-lhes fazer vestibular em faculdades privadas que cobram uma soma considerável de dinheiro. Em outras palavras, esse sistema teoricamente perfeito finda favorecendo quem já conhece o caminho. Como esse terreno é bastante polêmico, prefiro que cada um tire suas próprias conclusões. No final das contas, só me responsabilizo pelo que falei, não pela interpretação de terceiros.

Voltando ao assunto inicial, vamos aos fatos que ocorreram no meu local de prova.

1. Levei travesseiro, mas não me permitiram usar. Em tese, eu o usaria para cochilar durante a tarde, mas tive de encostar a cabeça em cima da banca mesmo... nem preciso comentar a tremenda dor de cabeça, coluna e pescoço depois da prova. Acho que não permitiram por achar que eu tenha colocado alguma leitura de revisão, mas nunca fiz isso nem pretendo... estaria sendo desonesta principalmente acomigo mesma.
2. Todos os sabatistas foram proibidos de conversar durante a tarde inteira do sábado. Obviamente essa ordem foi muito estranha, pois é dificílimo não haver interação social entre as pessoas, principalmente quando se reconhece a feição de alguém. Eu até entendo, mas é praticamente impossível conseguir silêncio geral. Na minha sala, foi permitida a interação, mas por apenas 15 minutos e só para cantar e ler uma passagem bíblica. A prova começou às 19h (horário brasileiro de verão) e terminou às 23h30.
3. Havia 3 não-sabatistas na minha sala. Claro que estranharam por não terem recebido a prova no horário normal. A mais velha deles ficou tão indignada com a situação que resolveu abandonar o concurso no meio da tarde. Ela ainda alegou que notificou o erro para o MEC, mas não o fizeram. Os outros dois que permaneceram findaram sendo alvo de oferecimento de comida, pois trouxeram o que julgavam suficiente para usar durante a prova. A situação chegou a ser tão cômica que a jovem chorou de tanto rir.
4. Pude ouvir berros de uma candidata indignada que estava em outra sala. É bem provável que tenha sido por causa da ordem do silêncio. Tive tanta vontade de descobrir quem foi, mas isso não se concretizou.
5. Não consegui terminar a redação a tempo. Confesso que sou um pouco lenta para elaborar um texto dissertativo-argumentativo da forma como gosto de fazer. Penso bastante antes de escrever no papel o meu raciocínio sobre o tema proposto. Dessa vez não foi tão diferente. Faltavam poucos instantes para o tempo de prova se esgotar quando estava terminando de passar a redação a limpo o texto já pronto no rascunho. O fiscal aproximou-se de mim, e fui indiretamente obrigada a entregar a redação que, no meu ponto de vista, foi a mais feia que já fiz da minha vida até então (pelo simples fato de não tê-la acabado a tempo). Findei me derramando em prantos, acabei falando que, por causa de uma "mísera" redação, minha vaga na Federal está em jogo... e ainda tive de aguentar o fiscal dizer que "entendia" a situação e que não podia fazer nada por isso. É claro que "entende", porque não foi ele quem se sentou numa cadeira por 5h30 para responder uma prova desumana, injusta e elitista, e, além disso, ter treinado o ato de escrever uma redação com seriedade desde a época de ensino médio. Tento me esquecer dessa parte negativa de mais um capítulo do meu vestibular de 2013, mas tem sido muito difícil...
6. Entrevista dada para o Portal Uol. Clique aqui para ler o texto na íntegra.

Os itens supracitados são os mais marcantes ao meu ver. Agora, já que o exame foi feito, preciso focar nas próximas provas. O caminho é doloroso e desgastante, mas agora é tarde demais para eu voltar atrás. Não estou me dando por vencida, apenas saí da primeira batalha como guerreira ferida. Preciso novamente enfrentar os gigantes da raiva, do medo, da desssperança e da angústia para conseguir o que tanto almejo. Enquanto não os encarar de frente outra vez, vou me fortalecendo para finalmente carregar meu trunfo. E, claro, agradecer a Deus por tudo, pois nada na vida acontece por acaso.
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Fui! chau :*

Friday, November 2, 2012

Plena véspera de ENEM...

Pois é, amanhã e domingo são dias cruciais para a decisão da minha vida acadêmica... não é que sejam os principais, mas fazem parte. Estou com os nervos à flor da pele de tanta ansiedade. O friozinho na barriga muitos professores alegam ser normal, pelo fato de ser algo ainda desconhecido para os 7 milhões de candidatos espalhados pelo Brasil.

Para mim e mais cerca de 5 mil pessoas Brasil afora é um pouco mais tenso devido ao fato de guardar o sábado (entrar no mesmo horário que os demais, passar a tarde do sábado dentro da sala, fazer a prova depois do pôr do sol super cansada...), mas isso tudo é apenas um detalhezinho insignificante... prefiro focar no resultado de anos de estudo e muito esforço. Faço parte de uma minoria praticamente desprezível nesse exame, mas estou tranquila por não fazer o que é de meu interesse no dia em que Deus, desde a fundação do mundo, separou para haver a celebração da comunhão diária entre Ele e o Seu povo.

Bem sei que chegar aqui não foi uma jornada fácil, e muitas vezes me vi mergulhada no desespero quase ao ponto de desistir de tudo, mas creio, antes de tudo, que nada acontece sem a permissão de Deus. Antes eu não conseguia entender o por quê de não ter sido aprovada no meu primeiro vestibular; hoje percebo que não aguentaria tanta pressão nem conseguiria assumir com a minha pouca idade tamanha responsabilidade que a minha futura profissão exige.

Partindo do princípio bíblico de que tudo coopera para o bem dos que O amam, não há como não notar o Seu cuidado até com as coisas mais simples da vida. Para muitos, infelizmente, não passo de uma fanática por guardar um dia diferente do normal, mas não vejo razões para não fazê-lo. Além disso, não posso ir de encontro ao que Ele pede explicitamente que todo ser humano obedeça para ser feliz. Quanto a essa prova, dividida em dois dias, "minúscula" de 180 questões e uma redação, não vejo o que temer, pois sei que estudei muito para ela (muito embora eu ainda ache ter sido insuficiente...). Vou confiante, pois sei que Deus estará lá comigo para o que der e vier. Tudo o que peço é oração e torcida para tudo dar certo. :)
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Bom sábado para todos.
Fui! chau :*

Monday, October 22, 2012

Reflexão.

Ultimamente tenho reservado uma parte do meu escasso tempo para a leitura de um dos livros de uma escritora que muito admiro: Ellen G. White. Ela era norte-americana, e durante sua vida dedicou 70 anos em prol da causa de Deus. Em 2015, completará 100 de sua morte. Enfim, falemos do livro... creio que foi inspirada ao escrevê-lo, e dele pode-se tirar bom proveito espiritual, pois se trata de uma leitura mais ampla e simplificada das histórias bíblicas. O livro "História da Redenção" é uma síntese de outros 5 ("Patriarcas e Profetas", "Profetas e Reis", "O Desejado de Todas as Nações", "Atos dos Apóstolos" e "O Grande Conflito"). Nele encontrei um trecho muito interessante, e resolvi compartilhar aqui. Espero que se pense muito a respeito dele, pois se trata de um assunto muito delicado para os dias correntes.
"O tempo de graça é o período concedido a todos para o preparo para o dia de Deus. Se alguém negligenciar a preparação e não levar a sério as fiéis advertências dadas [através da Bíblia], ficará sem escusas. A luta fervorosa, perseverante, de Jacó com o anjo deve ser um exemplo para os cristãos: Jacó prevaleceu porque foi perseverante e determinado.
"Todos os que desejarem a bênção de Deus, como Jacó, e se apegarem às promessas, como ele o fez, e forem tão fervorosos e perseverantes como ele foi, terão o mesmo êxito que ele teve. Há tão pouco exercício da verdadeira fé e tão pouco peso de verdade em muitos professos crentes porque eles são indolentes nas coisas espirituais. Não estão dispostos a se esforçar, negar a si mesmos, angustiar-se diante de Deus, orar longa e fervorosamente pelas bênçãos, por conseguinte não as obtêm. Essa fé pela qual viverão através do tempo de tribulação deve ser diariamente exercido agora. Aqueles que não fizerem vigoroso esforço agora para exercer perseverante fé, estarão inteiramente despreparados para exercer a fé que os capacitará a estar em pé no dia da provação."
(Ellen G. White, História da Redenção, p. 99)
Parando para refletir sobre o excerto acima: tenho tentado adquirir um relacionamento mais sólido com Deus? Tenho dedicado tempo necessário para me assemelhar cada vez mais ao caráter de Cristo? Sou testemunha autêntica da Sua vontade para os que ainda não O conhecem de fato? Comporto-me da mesma maneira como Jesus, se Ele estivesse em meu lugar? Tenho influenciado pessoas a também se jnteressarem pelas coisas do Céu?
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Fui! chau :*

Thursday, October 4, 2012

Frustração.

É de se esperar que haja muita correria em época de dedicação exclusiva para se tentar a aprovação num concurso que definirá o seu futuro profissional. Qualquer coisa, por menor que seja, influencia muito no seu comportamento, e as emoções sempre à flor da pele. Normalmente a vida social fica em pausa, pois qualquer desperdício de tempo é fatal. Surgem, ainda, aqueles indivíduos "compreensivos", que insistem em aperriar o juízo já perturbado de quem muito tem para fazer, quase sempre com as mesmas desculpas, e se sentem no direito de bancarem o papel de ofendidos com desfeitas irrelevantes.

Muitas vezes fico até sem graça ao lidar com esse tipo de comportamento, além de ficar mais do que provado que a maturidade passa bem longe. A compreensão vem, mas depois de muita insistência e notar que não é fácil a vida de quem quer estudar o suficiente pra realizar o sonho de ingressar no curso que mais tarde vai permitir a sensação de se sentir útil pra sociedade. Já me considero velha demais pra estar ainda tentando, mas pelo menos ainda não desisti do que quero. Enquanto esse dia não chega, entenda minha momentânea ausência como um mal necessário, e isso daqui a pouquinho vai passar... acredite!
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Fui! chau :*

Saturday, September 22, 2012

A suposta volta.

Partindo da premissa "quem é vivo sempre aparece", aqui estou novamente, (muitos) dias depois. Muitas coisas têm acontecido ultimamente, tem até sido difícil separar um tempo para cuidar de mim mesma. Nem preciso repetir o clichê da saudade... é interessante notar a impotância de também organizar as ideias. O enredo da vida, por si só, já é motivo suficiente para desespero de muita gente por aí. Além disso, não posso prometer o que não posso cumprir, então nada de esperar novas postagens dentro em poucos dias...

Outro dia, estive pensando sobre o que tenho feito na minha vida. Embora não tenha tempo para encostar minha cabeça e refletir devidamente, pude notar deslizes - e não foram poucos. Já perdi a conta das vezes em que chorei de raiva por não cumprir minhas obrigações como gostaria, trazendo-me uma sensação de tempo perdido. Confesso que odeio admitir pontos fracos e externá-los, mas isso tudo é o que me torna um ser humano. É muito fácil entender a teoria, árduo é colocar em prática. Com o tempo, preciso conhecer melhor os meus "calcanhares de Aquiles" e trabalhá-los de forma a neutralizar seus efeitos de acordo com o que vou desenvolvendo na minha jornada, e sempre aperfeiçoando o que tenho de melhor.

Posso até estar falando coisas bastantes corriqueiras, ou mesmo sem significado aparente, mas vale lembrar que tudo o que fazemos na vida, mais na frente vamos colher os resultados das nossas escolhas e atitudes. É com bastante perseverança que se doma os medos, as dificuldades, transformando-os em ousadia e coragem para se enfentar novos desafios. Ninguém nasce pronto para encará-los, isso é uma questão de tempo, experiência e paciência. Somos, na vida, como um diamante em processo de lapidação. Além disso, nunca é tarde para um bom recomeço caso se julgue necessário mudar algo (desde que seja para melhor). E, claro, quem não sonha não chega a lugar algum. Enquanto não concretizo os meus, vou correndo atrás deles, e assim vou caminhando.
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Boa semana para todos.
Fui! chau :*

Friday, June 22, 2012

Caminhos.

Dizem que a vida é feita de escolhas... bem, acho que esse conceito é meio limitado: não só escolhas, como também os caminhos as quais escolhemos seguir. Para se chegar aonde queira, é preciso seguir viagem. Pouco importam os problemas nesse caminho quando o alvo é o ponto de chegada. Fazendo um paralelismo, é impressionante como nos atemos normalmente aos detalhes ditos insignificantes em relação ao que nos espera no fim da jornada. Como temos mania de passar uma impressão de cara limpa, acabamos transferindo a culpa de nossas transitórias frustrações para os outrros. Não adianta jogar responsabilidade sobre os outros quando, na realidade, é exclusivamente sua; isso é injusto. Tudo o que somos resulta da maneira como encaramos os obstáculos que surgem ao longo da estrada. Deveríamos, pelo menos, assumir os próprios problemas, e tirar deles lições de caráter construtivo. O ideal seria retermos o que é bom, mas é intrínseco da nossa natureza sempre olharmos as coisas pelo pior ângulo possível, o que acaba nos cegando para não notarmos a beleza existente em cada momento. No final das contas, será que tudo valeu a pena?

Há males pelas quais precisamos passar a fim de valorizarmos melhor a sensação de dever cumprido, de satisfação. Queremos tudo fácil e ao nosso alcance, mas não faria sentido lutarmos por algo melhor se a vida sempre fosse assim... não teríamos impulso para isso, e a monotonia seria nossa eterna companheira. Quando queremos muito algo que não se realiza no tempo em que gostaríamos, muitas vezes é porque não estamos preparados para recebê-lo, ou não é o que trará benefícios para a vida individual no momento requerido. É importante, sim, persistir no alvo, e isso exige muito esforço e dedicação até lá. Dar uma pausa no enfoque nos problemas é um bom passo a ser dado. O resto dá para se administrar com paciência e tranquilidade. O que realmente valerá a pena é, ao alcançar o alvo, olhar para trás e, com alegria, dizer que, como afirmou Fernando Pessoa, "tudo vale a pena quando a alma não é pequena".
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Bom final de semana para todos.
Fui! chau :*