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Thursday, January 7, 2010

Despertar.

O meu acordar de hoje foi bem diferente dos outros dias. Nunca perdi o sono no início do amanhecer. O engraçado é que acordei ouvindo o canto dos pássaros. Aliás, nunca tinha ouvido numa hora daquelas. Às 3h15 já estava acordada, mas com preguiça de sair da cama. Levantei para beber um copo d'água, procurei dormir novamente e não consegui mais. Daí, fui à varanda do apartamento para ver o que estava acontecendo fora de casa. Olhei pro céu e continuei ouvindo as aves cantando. Ainda consegui enxergar uma estrelinha brilhando (inclusive, acho que era a última que poderia ver com aquela claridade), e a lua estava minguante. Ainda quis pegar a câmera para tirar algumas fotos, mas preferi não incomodar ninguém. Continuei ali, quieta, com meu fluxo de pensamentos (reflexões, melhor falando) e vendo o tempo passar. Uma brisa suave batia no meu rosto, sentia um frio leve. O céu aos poucos foi ficando mais claro, em tons de azul mais lindo que já vi. As nuvens pareciam desenhar alguma coisa, e enquanto isso procurei entender o motivo de contemplar tantas coisas àquela hora. Bom, confesso que nunca tive essa sensação antes. O silêncio era total, não passava carro algum na rua. Escutava apenas o som dos pássaros. Senti uma paz... sei láá, é uma coisa indescritível, saabe.

Depois de ver mais um pouquiinho, peguei um papel e uma caneta e comecei a escrever... uma nova história. Ainda não consegui entender o motivo de ter levantado tão cedo para ver tudo isso, mas confesso que nunca me senti tão bem depois disso. É, acho que renovou um moonte de coisas que estavam "enterradas" dentro de mim (esperanças, alegrias,...). Foram minutos incríveeis mesmo! Hoje comecei a acreditar que essas coisas tão simples - e aparentemente insignificantes para alguns - têm algum recado a dar pra gente. Obviamente a interpretação depende da própria pessoa, só que prefiro escutar apenas a minha (não é por orgulho, muito menos por ser chata: é pelo fato de cada ser humano crer no que realmente quer. Tipo, preferi acreditar em mim mesma).

Agora estou convicta mais do que nunca de que nunca mais serei a mesma pessoa de antes, despertei para uma vida completamente diferente. Já vinha reparando minha metamorfose, mas agora a ficha caiu de vez. Estou em busca das coisas que sinto falta há muuito tempo, principalmente da sinceridade e clareza dos meus sentimentos em relação a eu mesma (deixe-me explicar melhor: sou sincera em falar o que sinto pelos outros, o problema é que não consigo conviver com o meu eu, me aturar). Aqui estou registrando o óbito do meu passado e o nascimento do meu hoje. Logicamente vou continuar errando como qualquer ser humano, mas não me impede de procurar fazer o certo e desviar do errado.

Beem, é isso aí: ano novo, vida nova. :D
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Fui! chau :*

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