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Tuesday, May 25, 2010

Luto.

- Você lembra de ...... ?
- Lembro, pai. Por que não?
- Pronto. Você sabe que ela tava hospitalizada, né?
- Sei sim. Qual foi o problema?
- Eu e sua mãe fomos no colégio buscar sua irmã no colégio... vimos um movimento estranho na igreja, e...
- Ela morreu, não foi?
- Foi. Qual foi a última vez que você a viu? Foi no teatro?
- Não, foi em janeiro deste ano. Fui visitá-la com mainha.
- Quando vocês foram?
- Se não me engano, foi numa terça à tarde.
- Como ela tava?
- Tava bem fraquinha, sabe... já tinha um olhar fundo querendo dizer "me leva pra casa...", e tava com o semblante sério.
[...]

Foi exatamente desse modo que recebi a notícia. Fiquei muito triste hoje ao saber do óbito dela. A ficha só veio realmente cair quando cheguei ao local do velório. A última vez que a vi foi em janeiro deste ano, e inclusive postei um texto neste blog [link do post]. Contar a história do começo de tudo é bastante longa. Só sei que, a partir de agora, sentirei enormes saudades dela.

Olhando o outro lado, foi bom pelo simples fato de ela deixar de sofrer. Ela já estava meio debilitada devido à doença. As dores no corpo eram praticamente constantes, no transplante de medula não obteve sucesso (porque o organismo dela rejeitou), as veias não recebiam mais a transfusão de plaquetas, e estava praticamente isolada do mundo. Além disso, deu mais alívio ao sofrimento de parentes e amigos ao vê-la deitada numa cama de hospital - inclusive a mim. Obviamente todos estão sofrendo muito, porém quem deve estar sofrendo mais são os pais e os dois filhos dela (inclusive um deles foi meu colega de turma nos tempos de colégio), pois estavam mais próximos a ela nesses últimos 1 ano e 5 meses de batalha.

Sinceramente, não sei como vou me acostumar com esse fato daqui pra frente, mas tenho fé que a reencontrarei na manhã da ressurreição - na vinda de Cristo como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Enquanto esse dia não chega, vou me preparando pra nunca mais precisar chorar pela morte dela e de outros entes queridos mais... vou lembrando as situações boas as quais tive o privilégio de ter a companhia dela, e sentindo mais saudades que, aos poucos, vão apertando mais o meu coração.

Até breve, amiga. :~
-
Fui! chau :*

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