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Friday, January 24, 2014

Vale a penar ler isso!

Durante essa semana me deparei com este texto muito interessante no Facebook. Ele, de certa forma, desconstrói um pouco o ponto de vista comum através de uma perspectiva diferente. Sinceramente, nunca tinha pensado nisso antes, e dou razão a cada palavra redigida aqui. Espero que gostem! :)
Abaixo a águia, viva a galinha!
(Maurício Gois)

É claro que eu quero ser águia, mas descobri dez vantagens da galinha sobre a águia. Minha conclusão? Pare de pensar como águia e trabalhe mais como galinha. Todo mundo diz que a águia é o símbolo da excelência e a galinha é o exemplo da incompetência e covardia. Coitada da galinha no mundo profissional!
Há muitas histórias motivacionais que colocam a águia lá em cima, nas nuvens do sucesso e do entusiasmo. A mais conhecida delas é a da águia filhote que caiu num galinheiro e, de tanto viver entre as galinhas, acabou por pensar e agir como uma delas até o dia em que bateu as asas da autodescoberta e voou para os céus da autorrealização. No mundo corporativo, a águia é nota cem, e a galinha é o ponto zero. Mas eu quero aproveitar esse momento para ressuscitar a dignidade da galinha.
Na arte de administrar sua vida, dirigir equipes e trabalhar melhor, não há vantagem alguma em ser águia. Vamos analisar dez razões:
1. Muita gente diz que a águia é o símbolo do sucesso porque não vive em bandos. Ora, e qual é a vantagem disso? O que se prega com essa ideia é que o trabalho em equipe não tem valor e que precisamos ser individualistas? Sua equipe, ou as pessoas que estão junto de você, pensam como bando? Ótimo, é a sua oportunidade de transformar bandos em grupos, grupos em turmas, turmas em equipes e equipes em times. Ser galinha é pensar com o espírito de “estar junto” e jamais se debandar. Ponto para a galinha!
2. A galinha ensina seus filhotes a andar e usa um método muito moderno: ela vai à frente e seus pintinhos a seguem. Nunca vi uma galinha jogar um pintinho do alto de uma montanha, depois de treiná-lo bem. Nesse sentido, a galinha pode ser o símbolo da liderança, do treinamento e da educação corporativa. Joe Baker dizia que liderar é você ir à frente e levar seu pessoal a um lugar em que eles jamais iriam sozinhos. Viva a galinha!
3. A águia é citada como o símbolo do poder porque ela vê de cima. Ora, visão, missão, concentração e ação são os quatro “ãos” das pessoas fabricantes de resultados. E a visão é o sustentáculo de qualquer trabalho. Mas, hoje, é preciso ter uma visão sextavada, ou seja, é necessário olhar de cima, de baixo, do lado direito, do lado esquerdo, por trás e pela frente. E olhar para frente é fazer exercícios de futurologia apostando no que o futuro poderá vir a ser. Olhar para trás é prever o que os concorrentes poderão fazer depois que você lançar seu produto ou serviço revolucionário e assim por diante. A águia só vê de cima, e a galinha não consegue ver de cima. Nesse item, é zero para as duas. Ou um ponto para cada uma que dá no mesmo.
4. Para muitos publicitários, a galinha continua ainda a ser um dos símbolos do marketing. Ela produz um produto de excelente qualidade e anuncia para todo mundo que ele existe: o ovo, símbolo da embalagem perfeita. Já a águia faz tudo escondido nos porões do silêncio.
5. Quem foi que disse que a águia, ao completar 40 anos, fica com as garras flexíveis e não consegue mais pegar suas presas? Quem afirmou que ela, por ficar com as asas envelhecidas, vai ao topo de uma montanha e lá fica 150 dias se automutilando num duro processo de reconstrução? Você já consultou um ornitólogo?
6. Pois bem, a automutilação em animais acontece em situação de grande estresse ou doenças de pele, mas não para o renascimento do que se era antes. A velhice, pelo menos até agora, é inevitável para homens e bichos. Mas para os inventores de parábolas motivacionais tudo faz sentido, pois o importante é manipular a imaginação seduzida. Há pessoas afirmando que, durante os 150 dias em que a águia fica na montanha renovando o bico, remoçando as penas e recriando sua nova natureza, as outras águias do bando a alimentam. Ora, mas não se prega que a águia não vive em bando? Caramba! Vou bater palmas para a galinha. Ela é mais sincera, é o que é e pronto.
7. Sabe os três pontos que a águia tem sobre a galinha? O folclore, a cultura e a linguagem. Se você ouvir alguém dizer que “aquele homem é galinha”, por certo decodificará um significado diferente do que se ouvisse “aquela mulher é galinha”. Está aí uma das poucas vantagens da águia sobre a galinha: a linguística. Grande coisa! Você gosta mais de cachorro ou de gato? Mas prefere que eu lhe diga que você é um cachorro ou que é um(a) gato(a)? O trabalho e o sucesso não vivem dos conflitos entre significantes e significados.
8. A galinha é um dos ícones do carinho, afetividade e amor. Aquela história de uma galinha que, num incêndio, foi encontrada morta com as asas em cima de seus pintinhos vivos deve ser apenas uma ilustração, mas pode ser verdade. O caráter/instinto da galinha é capaz de tal façanha, e o lema da águia é “salve-se quem puder”.
9. A galinha é o símbolo da prestação de serviço. Aliás, ela presta serviço enquanto está viva, ao botar ovos, e, quando morre, beneficiando-nos com sua carne. Há algum açougue que vende ovo e carne de águia?
10. A ideia de que a galinha é o símbolo do envolvimento, e não do comprometimento, não é verdade. Prega-se por aí que o boi abriu uma empresa com a galinha (filé com ovos), mas empresa não foi para frente porque, enquanto a galinha botava um ovo, o boi dava o sangue, ou seja, se comprometia (morria). Ora, quem disse que se comprometer é morrer? Morrer pela empresa ou uma ideia não é a questão, desafiador mesmo é viver por ela.
Bem, depois de escrever este texto, tomei uma decisão: confesso que não tenho vocação alguma para soltar a franga, mas vou despertar a galinha que existe dentro de mim. É uma das opções que eu encontrei para voar como uma águia.
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Bom sábado e final de semana.
Fui! chau :*

Friday, January 17, 2014

17 de janeiro.

"Eu olhei a tristeza nos olhos
E eu sorri
Mesmo quebrantado pela vida que escolhi
Da janela eu vi cada estação fugir [...]"

Os versos acima são da música que tem o mesmo título do post de hoje... por coincidência hoje foi um dia um tanto significativo pra mim (mais pro sentido de esperançoso, sendo mais exata). E fico só reparando na capacidade que a música tem de expressar o que a gente normalmente não consegue sem uma letra com melodia... Quanta singeleza (e anteontem, 15 de janeiro, foi o dia mundial do compositor)!

No quesito esperança, estou com uma quantidade mínima quanto à surpresa que estou pra desvendar semana que vem (depois conto em detalhes). Esta madrugada sonhei algo relacionado a isso, e esta manhã acordei simultaneamente feliz e assustada (com um pouco de medo também, porque os sonhos "palpáveis" que tenho na maioria das vezes se realizam). Sei que Deus tudo pode, e na hora certa Ele me dará esse maravilhoso presente - basta paciência, trabalho árduo e perseverante, e também a não menos importante da lista: oração. Durante os últimos 4 anos tenho me dedicado a esse sonho, muitas vezes vacilei e senti a sensação de que poderia ter feito mais... pelo menos posso dizer hoje que estou com a sensação de dever cumprido. Enquanto isso, "respira fundo, menina!"

Hoje, ao prestar atenção à linha do tempo de atualização de amigos da minha rede no Facebook, me deparei com o post de um amigo meu com a letra da música "17 de janeiro". Li atentamente os versos, e automaticamente me identifiquei com ela... não sei explicar, a letra dessa música reflete um pouco da minha situação atual (em se tratando de cursinho, angústia pelo resultado de vestibular que está demorando a sair, praticamente ficar em casa sem ter muito o que fazer - com script um tanto repetitivo no dia a dia-, etc, etc, etc). Senti-me mais leve ao ler, e espero que também goste dela. Segue abaixo o vídeo, e desde já desejo um ótimo sábado na companhia de Deus.


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Fui! chau :*

Wednesday, January 1, 2014

E lá vem mais blá-blá-blá...

É sempre nesta época do ano em que as pessoas resolvem pesar na balança as conquista do último ano. Aproveitam ainda pra traçar metas e estabelecer mudanças de hábito, e isso normalmente vai por água abaixo dentro de poucas semanas. Quem já não pegou um papel e nele despejou algumas vontades que gostaria de realizar? O interessante é que, ao longo do ano, a gente vai relaxando com essas coisas, e o ciclo sempre se repete. Mesmo havendo todo esse histórico de começa-e-não-termina, é sempre importante um recomeço. Todos os dias temos a sensacional oportunidade de reinventar a própria história, e usufruir de um novo ar desafiador. Hoje estamos recebendo um ano novinho em folha, temos novas 365 páginas em branco pra escrever coisas novas. Que tal pensar direitinho sobre o que quer realizar ainda este ano, a fim de se tornar uma pessoa melhor? O que de diferente pode fazer este ano pra crescer em todos os âmbitos da vida?

Feliz 2014 realizações. :)
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Fui! chau :*

Thursday, December 19, 2013

Aquele clichê de fim de ano...

É impressionante como as pessoas se transformam bruscamente a essa época do ano. Além disso, vem a tão corriqueira futilidade de encher as sacolas de compras nos estabelecimentos comerciais a fim de presentear os outros... seria até bom se todos se comportassem assim todos os dias (referente à permissão de a bondade imperar no coração), creio que o mundo seria um lugar menos ruim de se viver. Outra coisa que me chateia muito é a infestação de mensagens lindas sem sentimento genuíno. Ok, dá pra aturar até 5 de janeiro... mas sempre fico com uma pulga atrás da orelha.

Bom, sem mais alongar com palavras, segue abaixo o vídeo da música "faça um lugar" do grupo Prisminha que expressa basicamente tudo o que gostaria de dizer numa forma simples e direta, mas não consigo de forma sucinta...

Desde já desejo um feliz natal e um 2014 cheio de bênçãos, sem hipocrisias.


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Fui! chau :*

Friday, May 24, 2013

Escola da vida.

Opinar é fácil; difícil é seguir à risca o que você consideraria como filosofia de vida. Você é constantemente bombardeado de informações que insistem em transformá-lo numa reprodução de padrão cultural. Defender suas ideias pode até parecer briga de foice, mas às vezes é melhor do que se omitir e passar uma imagem que, na realidade, não possui.

Com o tempo, você percebe que as pessoas, embora dizendo que são sempre as mesmas, nunca deixam estagnado o seu jeito de ser. Ninguém permanece parado, inclusive as circunstâncias da vida exigem que você se renove constantemente. Mesmo adquirindo experiências na vida, você percebe que tem certa amnésia quando as repete em outro contexto e com outras personagens. Assim que a ficha cai, as mesmas cicatrizes inventam de novamente provocarem muita dor, ou mesmo intensificá-la.

Construindo e desfazendo amizades, você também nota que confiar nas pessoas é bom, mas não de forma exacerbada e cega. Nunca entregue todos os seus segredos a qualquer pessoa, pois pode acontecer que ela, depois de alguma desavença séria, venha a usar tudo o que sabe sobre você como arma de condenação. Como já tem uma boa noção de seus pontos fortes e fracos, possui uma arma de alto poder bélico contra você. É preciso sempre tomar cuidado com o que vai compartilhar com os seus ditos amigos. Aliás, amigo de verdade é aquele que sabe suportar suas crises existenciais, maluquices, raivas. Além disso, ama você do jeito que é. Ninguém é perfeito, muito menos igual aos seus semelhantes.

Você precisa saber lidar com as ideias alheias, e ponderá-las. É importante também encontrar alguma forma de respeitar as diferenças sem colocar em xeque os seus princípios, e aqui repousa a chave para o tão almejado bem-estar em sociedade. Depois vem o carpe diem.
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Fui! chau :*

Friday, May 10, 2013

Como você se vê?

Muitas vezes, costumamos fazer sérias autocríticas. É sempre fácil colocar defeitos em nós mesmos, e normalmente os outros nem repararem... ao invés de estarmos satisfeitos com o que temos, buscamos razões para sempre "puxar para baixo" - e ainda supervalorizar detalhes que, se trabalhados, podemos muito bem conviver com eles.
 
Segue abaixo um vídeo bem interessante que encontrei na internet sobre autoimagem. Depois de tê-lo visto, fiquei pensando em como me criticar menos, focando melhor no que os outros veem de bom em mim. A partir desse ponto, vale a pena você também refletir sobre a autoimagem que tem de si próprio. Bom proveito!
 

 
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 Fui! chau :*

Wednesday, May 8, 2013

"Meiguice".

E aquela velha saudade de ser eu mesma? Altas vezes me peguei distraída, brincando com a memória do passado. Além de lembranças, confesso que sinto falta de uma espécie de máquina do tempo. Palpites? Tive vários - e, inclusive, já imaginei até demais como seria minha história se eu tivesse feito algo diferente. Ah, como gostaria de viver aquilo tudo novamente... pelo menos adquiri mais conhecimento da engrenagem da vida, mas o que sei ainda é muito incipiente.

É, em alguns intantes me bate uma vontade de aproveitar melhor o que hoje não posso do mesmo jeito. Apesar do que me ocorre hoje, sei que precisava passar por tudo aquilo para eu me tornar quem sou agora. Nas metamorfoses da vida, aprendi, embora algumas vezes sentindo dor, que é importante buscar sempre mudar para melhor. Desconheço o autor, porém sua frase é mais do que verdadeira: "não há nada de nobre em tentarmos ser superiores aos outros; tal nobreza consiste em sermos superiores ao que éramos antes". Temo por ter deixado de ser autêntica apenas por causa de meras circunstâncias da vida. Na busca pelo eu, sei que nunca alcançarei a perfeição... mas isso não me impede de fazer tentativas infindas.

Na poesia da vida, a arte de viver é fundamental. Reduzir-se a uma mera existência significa dar uma pausa a novas experiências, além do risco de se tornar alguém que parou no tempo. Continuo sendo eu mesma, mas não a mesma de pouco tempo atrás. Enquanto os poetas exercem o dom do lirismo, com meu próprio punho transmito meu mundo aos que me desejam ouvir - mas sempre com aquele meu jeitinho de menina. (:
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Fui! chau :*

Friday, April 26, 2013

Vida à moda de Eclesiastes.

Muitas vezes me pego pensando em como a Bíblia é um livro interessante... embora escrito por 40 autores diferentes num intervalo de 2000 anos, ainda hoje podemos tirar novas lições de suas páginas. Sempre há o que aprender, e isso só confirma o que Albert Einstein disse um dia: "uma mente que se abre a novas ideias jamais voltará ao seu tamanho original". Segue abaixo um dos trechos da Bíblia que, ao meu ver, é incrível e bastante contemporâneo.
"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz." (Eclesiastes 3:1-8, versão ARC)
Resumindo a ópera, a gente não pode viver agoniado, querendo as coisas pra ontem. É preciso, além de trabalhar a fim de concretizar as metas estabelecidas, paciência e saber esperar o momento certo. Com toda a lógica capitalista do imediatismo, isto é, da mesma forma como a gente prefere que as coisas ocorram tão rápido quando esquentar comida num microondas, as palavras "paciência" e "esperar" infelizmente vêm sumindo do dicionário no cotidiano. Muitas coisas sem dúvida seriam diferentes se as pessoas soubessem exercitar essas duas palavras, afinal nem tudo na vida funciona num piscar de olhos.

Toda vez que me lembro desse trechinho da Bíblia, tenho cada vez mais certeza de que sempre há um propósito por trás de tudo na vida, Eu mesma, por exemplo, ainda não ingressei na Universidade. Tive oportunidades, mas simplesmente não quis porque não eram do jeito como há um tempo tenho sonhado. Creio, sim, que é mais uma chance de adquirir maturidade pra encarar o mundo com menos sustos, e saber lidar com o que durante boa parte da minha vida era totalmente fora da minha realidade. Talvez eu não teria tanta convicção do meu credo, talvez teria feito coisas contrárias ao que aprendi na infância. Consequentemente, preferi obter êxito na hora certa, e sei que não vou me arrepender disso, bastando o fato de que vale a pena esperar, mas também trabalhando para que tudo conspire ao meu favor.
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Feliz sábado!
Fui! chau :*

Wednesday, February 13, 2013

"Aproveite o morango"...

Para quem não curte a loucura da festa de carnaval se vê praticamente obrigado a fugir dos pontos onde são foco de folia. É incrível como tudo dá uma pausa no Brasil somente para assistir ao desfile do "maior bloco de carnaval de rua do mundo". Sinceramente, não gostaria de desperdiçar tempo com isso, mas ao menos posso recarregar minhas baterias para retomar as atividades do ano. Eu, por exemplo, costumo acampar com os jovens da minha Igreja. Desta vez, não foi diferente, mas foi um tanto inusitado. Fui acampar num local bem afastado de tudo, e onde mal pega sinal da única operadora de celular que funciona lá. O local é de difícil acesso e rico em vegetação. Para completar, longe da cidade grande.

Diferente do acampamento de carnaval ocorrido no mesmo local há 10 anos, desta vez foi uma espécie de "mistura de panelinhas". Como a estrutura do antigo ENA é grande (no passado foi colégio interno, e está desativado desde 2000 por causa de uma grande enchente que danificou a cidade em que foi construído), era de se esperar que todos os participantes do retiro fossem bem alojados, com refeições boas, e a estrutura física estivesse nos conformes para uma temporada de carnaval. Infelizmente, não foi o que encontramos por lá... Vou recapitular os fatos:

1. Pra começo de conversa, a equipe que estava responsável por tudo no local era a mesma pra tudo (limpeza, alimentação, alojar os acampantes, etc), e essa tarefa se limitava a apenas 8 pessoas para atender mais de 250 que estavam lá... já dá pra imaginar o babel que deu, né?

2. Vez ou outra faltava água pra consumo. De início foi vazamento em alguns canos do local, mas depois foi porque realmente havia acabado. Tiveram de providenciar caminhão-pipa pra abastecer os tanques. Tem mais um detalhe: a água que a gente estava consumindo nos primeiros dias era genuinamente mineral, mas a que chegou depois não se sabe a procedência. Como a gente bebia a água da torneira, não deu outra: quem não adoeceu lá, arriou quando voltou pra casa. Quanto aos banheiros, já dá pra imaginar o caos, não acha?

3. SOJA! Quem foi a esse acampamento vai passar um bom tempo sem querer comer a bendita da soja. O motivo é simples: estava presente em TODAS as refeições, de todas as formas que se possa imaginar. Além disso, o tempero não foi bem preparado (sem contar com o sabor exacerbado de temperos prontos, ainda que diluídos em água). Consequentemente, muitos tiveram uma constipação daquelas bem poderosas. Nem mesmo o suco escapou da lista de itens mal feitos na cozinha!

4. Por causa do almoço do último dia (muito provavelmente porque tinha água de procedência duvidosa na composição da comida), quem não adoeceu lá teve problema sério quando voltou pra casa. Houve uma onde de diarreia e vômito nos acampantes. Eu, inclusive, fui mais uma vítima do processo, e desejo isso pra ninguém! Em consequência disso, haja festa de visita ao médico!

5. A festa do soro começou já no final da tarde... como a cidade é pequena, só tem um único posto médico lá, e conseguimos a proeza de esgotar o estoque de soro fisiológico antes mesmo do fim do último dia de acampamento. Os que chegaram depois tiveram de ser transferidos para as cidades vizinhas pra tomar soro na veia (o que mais me impressionou nisso tudo foi a cara de tacho dos donos do local do acampamento enquanto viam as pessoas sendo medicadas...). Tomei soro na veia, e nele solubilizaram vitaminas do complexo B e Dramin, porque estava me desidratando. O enfermeiro lá pôs a agulha na minha mão de uma forma tal que tive choque pirogênico (sensação de calafrio pela má colocação da agulha), e senti incômodo no local onde a agulha foi injetada. Depois que fui liberada, ainda tomei Floratil e voltei pra casa dormindo no carro. Por causa disso, passei o resto da semana em casa descansando, e ainda perdi um simulado no cursinho. Comer? só se for sopa de legumes, e da mais simples...

Ah, mas nem tudo foi ruim...

6. pude fortalecer a amizade com os amigos da minha Igreja, e ainda pude conhecer gente nova. O ambiente foi propício para isso, e aproveitei bastante o quesito companhia dos amigos.

7. não consegui estudar tudo o que queria, mas pelo menos não deixei muita coisa pendente. Quis usufruir do feriadão pra dar um desconto no "recesso" que no começo do ano não tive como gostaria (é, o último vestibular que fiz pra 2013 foi na metade de janeiro deste ano), afinal foi um período conturbado e puxado.

8. visitei a casa dos pais de um amigo muito querido, e ainda pude adentrar um dos shoppings mais famosos da cidade, além de ficar paquerando os sapatos das vitrines. Lá na casa (na verdade, um sítio), tomei um chá bem inusitado: chá de abacaxi. Muito bom, por sinal! Quero mais da próxima vez! O local é bem aconchegante, além de frio.

9. nos cultos realizados no acampamento, cada um tinha um pastor diferente partilhando reflexões à luz da Bíblia. Mensagens inspiradoras e muito interessantes.

... e assim foi meu período de carnaval este ano. Torço pra que no ano que vem não tenha esses problemas de novo no acampamento de carnaval, e que a diversão seja pra lá de maravilhosa.

Vou agora voltar ao meu descanso, ainda estou em fase de recuperação...
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Fui! chau :*

Tuesday, January 15, 2013

Sonhos reais?

Fico até impressionada com a forma como certos sonhos meus se tornam realidade... alguns me perturbam, outros me deixam nas nuvens. Isso pode até parecer pessimismo ou até papo furado, mas não tenho me sentido confortável com o que aconteceu até ontem. Sonhei uma coisa bastante peculiar, contei com ar de tristeza para umas poucas pessoas que, acredito eu, são dignas de confiança, e tenho a mais absoluta certeza de que isso se tornará realidade. Estou sendo nada mais que realista, preciso ser muito "pé no chão" nessas horas.

Para os vestibulandos que fizeram a prova da UFPE, 2012 acabou ontem... eu, sinceramente, não consigo compartilhar desse sentimento também. Estou com a horrível sensação de que AINDA estou com a cabeça em 2012, mesmo com o corpo já em 2013. Isso é como se eu continuasse a correr atrás do vento, talvez porque por enquanto não mereço experimentar o sabor de uma classificação no vestibular há tanto tempo desejada... às vezes pergunto a mim mesma por que ainda não fui capaz de realizar esse sonho. Será por causa de incompetência minha? Que traça ainda me falta remover para sair dessa sensação de que parei no tempo?

Briguei por uma vaguinha na Universidade do jeito que pude, eu sei, mas estou com uma angústia enorme dentro de mim por notar que podia ter me empenhado muito mais; sinto-me uma batalhadora mais uma vez fracassada. Entendo que há tempo para tudo debaixo do sol, mas vou lembrar que esse período também não tem sido dos bons... reclamações vindas por indiretas, notícias péssimas recebidas assim que cheguei em casa depois de uma prova exaustiva... e errar é (des)humano nessas horas: para variar, eu (de novo) troquei o gabarito de um quesito numérico no momento de marcar o cartão-resposta, e consequentemente PERDI a questão mesmo tendo achado a resposta certa; em outras palavras, minha esperança de começar 2013 com o pé direito se desmanchou no ar... Enfim, o que era antes um pesadelo "idiota" se tornou realidade, como para mim já era de se esperar. Não tenho motivos aparentes para comemorar o suposto fim do ciclo de vestibulares, afinal ainda estou presa a ele... se eu passar ainda este ano, será nada menos que um milagre assustador.

É, vou guardar os meus band-aids para o ano que vem, vou descansar para começar a caminhada para 2014, e agora, mais do que nunca, confiar em Deus e continuar fazendo a parte que me cabe como se nada tivesse me atingido. Tenho apenas duas semanas de férias (errei, desculpem-me!) recesso para reunir minhas energias para mais um ano de cursinho, simulados, lágrimas, e MUITO esforço. Estou um tanto abalada com a situação, e mesmo assim tenho procurado levantar a cabeça porque agora mais do que nunca meus pais precisam de mim com o espírito leve, o que me deixa bastante aflita e insegura porque minhas responsabilidades só aumentam. É nesses momentos que a gente precisa louvar ao Senhor em meio a uma forte tormenta... é hora de pedir-Lhe forças para enfrentar os monstros que insistem em me atormentar. Dessas batalhas quero sair mais que vencedora.
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Fui! chau :*