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Thursday, December 19, 2013

Aquele clichê de fim de ano...

É impressionante como as pessoas se transformam bruscamente a essa época do ano. Além disso, vem a tão corriqueira futilidade de encher as sacolas de compras nos estabelecimentos comerciais a fim de presentear os outros... seria até bom se todos se comportassem assim todos os dias (referente à permissão de a bondade imperar no coração), creio que o mundo seria um lugar menos ruim de se viver. Outra coisa que me chateia muito é a infestação de mensagens lindas sem sentimento genuíno. Ok, dá pra aturar até 5 de janeiro... mas sempre fico com uma pulga atrás da orelha.

Bom, sem mais alongar com palavras, segue abaixo o vídeo da música "faça um lugar" do grupo Prisminha que expressa basicamente tudo o que gostaria de dizer numa forma simples e direta, mas não consigo de forma sucinta...

Desde já desejo um feliz natal e um 2014 cheio de bênçãos, sem hipocrisias.


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Fui! chau :*

Friday, May 24, 2013

Escola da vida.

Opinar é fácil; difícil é seguir à risca o que você consideraria como filosofia de vida. Você é constantemente bombardeado de informações que insistem em transformá-lo numa reprodução de padrão cultural. Defender suas ideias pode até parecer briga de foice, mas às vezes é melhor do que se omitir e passar uma imagem que, na realidade, não possui.

Com o tempo, você percebe que as pessoas, embora dizendo que são sempre as mesmas, nunca deixam estagnado o seu jeito de ser. Ninguém permanece parado, inclusive as circunstâncias da vida exigem que você se renove constantemente. Mesmo adquirindo experiências na vida, você percebe que tem certa amnésia quando as repete em outro contexto e com outras personagens. Assim que a ficha cai, as mesmas cicatrizes inventam de novamente provocarem muita dor, ou mesmo intensificá-la.

Construindo e desfazendo amizades, você também nota que confiar nas pessoas é bom, mas não de forma exacerbada e cega. Nunca entregue todos os seus segredos a qualquer pessoa, pois pode acontecer que ela, depois de alguma desavença séria, venha a usar tudo o que sabe sobre você como arma de condenação. Como já tem uma boa noção de seus pontos fortes e fracos, possui uma arma de alto poder bélico contra você. É preciso sempre tomar cuidado com o que vai compartilhar com os seus ditos amigos. Aliás, amigo de verdade é aquele que sabe suportar suas crises existenciais, maluquices, raivas. Além disso, ama você do jeito que é. Ninguém é perfeito, muito menos igual aos seus semelhantes.

Você precisa saber lidar com as ideias alheias, e ponderá-las. É importante também encontrar alguma forma de respeitar as diferenças sem colocar em xeque os seus princípios, e aqui repousa a chave para o tão almejado bem-estar em sociedade. Depois vem o carpe diem.
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Fui! chau :*

Friday, May 10, 2013

Como você se vê?

Muitas vezes, costumamos fazer sérias autocríticas. É sempre fácil colocar defeitos em nós mesmos, e normalmente os outros nem repararem... ao invés de estarmos satisfeitos com o que temos, buscamos razões para sempre "puxar para baixo" - e ainda supervalorizar detalhes que, se trabalhados, podemos muito bem conviver com eles.
 
Segue abaixo um vídeo bem interessante que encontrei na internet sobre autoimagem. Depois de tê-lo visto, fiquei pensando em como me criticar menos, focando melhor no que os outros veem de bom em mim. A partir desse ponto, vale a pena você também refletir sobre a autoimagem que tem de si próprio. Bom proveito!
 

 
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 Fui! chau :*

Wednesday, May 8, 2013

"Meiguice".

E aquela velha saudade de ser eu mesma? Altas vezes me peguei distraída, brincando com a memória do passado. Além de lembranças, confesso que sinto falta de uma espécie de máquina do tempo. Palpites? Tive vários - e, inclusive, já imaginei até demais como seria minha história se eu tivesse feito algo diferente. Ah, como gostaria de viver aquilo tudo novamente... pelo menos adquiri mais conhecimento da engrenagem da vida, mas o que sei ainda é muito incipiente.

É, em alguns intantes me bate uma vontade de aproveitar melhor o que hoje não posso do mesmo jeito. Apesar do que me ocorre hoje, sei que precisava passar por tudo aquilo para eu me tornar quem sou agora. Nas metamorfoses da vida, aprendi, embora algumas vezes sentindo dor, que é importante buscar sempre mudar para melhor. Desconheço o autor, porém sua frase é mais do que verdadeira: "não há nada de nobre em tentarmos ser superiores aos outros; tal nobreza consiste em sermos superiores ao que éramos antes". Temo por ter deixado de ser autêntica apenas por causa de meras circunstâncias da vida. Na busca pelo eu, sei que nunca alcançarei a perfeição... mas isso não me impede de fazer tentativas infindas.

Na poesia da vida, a arte de viver é fundamental. Reduzir-se a uma mera existência significa dar uma pausa a novas experiências, além do risco de se tornar alguém que parou no tempo. Continuo sendo eu mesma, mas não a mesma de pouco tempo atrás. Enquanto os poetas exercem o dom do lirismo, com meu próprio punho transmito meu mundo aos que me desejam ouvir - mas sempre com aquele meu jeitinho de menina. (:
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Fui! chau :*

Friday, April 26, 2013

Vida à moda de Eclesiastes.

Muitas vezes me pego pensando em como a Bíblia é um livro interessante... embora escrito por 40 autores diferentes num intervalo de 2000 anos, ainda hoje podemos tirar novas lições de suas páginas. Sempre há o que aprender, e isso só confirma o que Albert Einstein disse um dia: "uma mente que se abre a novas ideias jamais voltará ao seu tamanho original". Segue abaixo um dos trechos da Bíblia que, ao meu ver, é incrível e bastante contemporâneo.
"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz." (Eclesiastes 3:1-8, versão ARC)
Resumindo a ópera, a gente não pode viver agoniado, querendo as coisas pra ontem. É preciso, além de trabalhar a fim de concretizar as metas estabelecidas, paciência e saber esperar o momento certo. Com toda a lógica capitalista do imediatismo, isto é, da mesma forma como a gente prefere que as coisas ocorram tão rápido quando esquentar comida num microondas, as palavras "paciência" e "esperar" infelizmente vêm sumindo do dicionário no cotidiano. Muitas coisas sem dúvida seriam diferentes se as pessoas soubessem exercitar essas duas palavras, afinal nem tudo na vida funciona num piscar de olhos.

Toda vez que me lembro desse trechinho da Bíblia, tenho cada vez mais certeza de que sempre há um propósito por trás de tudo na vida, Eu mesma, por exemplo, ainda não ingressei na Universidade. Tive oportunidades, mas simplesmente não quis porque não eram do jeito como há um tempo tenho sonhado. Creio, sim, que é mais uma chance de adquirir maturidade pra encarar o mundo com menos sustos, e saber lidar com o que durante boa parte da minha vida era totalmente fora da minha realidade. Talvez eu não teria tanta convicção do meu credo, talvez teria feito coisas contrárias ao que aprendi na infância. Consequentemente, preferi obter êxito na hora certa, e sei que não vou me arrepender disso, bastando o fato de que vale a pena esperar, mas também trabalhando para que tudo conspire ao meu favor.
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Feliz sábado!
Fui! chau :*

Wednesday, February 13, 2013

"Aproveite o morango"...

Para quem não curte a loucura da festa de carnaval se vê praticamente obrigado a fugir dos pontos onde são foco de folia. É incrível como tudo dá uma pausa no Brasil somente para assistir ao desfile do "maior bloco de carnaval de rua do mundo". Sinceramente, não gostaria de desperdiçar tempo com isso, mas ao menos posso recarregar minhas baterias para retomar as atividades do ano. Eu, por exemplo, costumo acampar com os jovens da minha Igreja. Desta vez, não foi diferente, mas foi um tanto inusitado. Fui acampar num local bem afastado de tudo, e onde mal pega sinal da única operadora de celular que funciona lá. O local é de difícil acesso e rico em vegetação. Para completar, longe da cidade grande.

Diferente do acampamento de carnaval ocorrido no mesmo local há 10 anos, desta vez foi uma espécie de "mistura de panelinhas". Como a estrutura do antigo ENA é grande (no passado foi colégio interno, e está desativado desde 2000 por causa de uma grande enchente que danificou a cidade em que foi construído), era de se esperar que todos os participantes do retiro fossem bem alojados, com refeições boas, e a estrutura física estivesse nos conformes para uma temporada de carnaval. Infelizmente, não foi o que encontramos por lá... Vou recapitular os fatos:

1. Pra começo de conversa, a equipe que estava responsável por tudo no local era a mesma pra tudo (limpeza, alimentação, alojar os acampantes, etc), e essa tarefa se limitava a apenas 8 pessoas para atender mais de 250 que estavam lá... já dá pra imaginar o babel que deu, né?

2. Vez ou outra faltava água pra consumo. De início foi vazamento em alguns canos do local, mas depois foi porque realmente havia acabado. Tiveram de providenciar caminhão-pipa pra abastecer os tanques. Tem mais um detalhe: a água que a gente estava consumindo nos primeiros dias era genuinamente mineral, mas a que chegou depois não se sabe a procedência. Como a gente bebia a água da torneira, não deu outra: quem não adoeceu lá, arriou quando voltou pra casa. Quanto aos banheiros, já dá pra imaginar o caos, não acha?

3. SOJA! Quem foi a esse acampamento vai passar um bom tempo sem querer comer a bendita da soja. O motivo é simples: estava presente em TODAS as refeições, de todas as formas que se possa imaginar. Além disso, o tempero não foi bem preparado (sem contar com o sabor exacerbado de temperos prontos, ainda que diluídos em água). Consequentemente, muitos tiveram uma constipação daquelas bem poderosas. Nem mesmo o suco escapou da lista de itens mal feitos na cozinha!

4. Por causa do almoço do último dia (muito provavelmente porque tinha água de procedência duvidosa na composição da comida), quem não adoeceu lá teve problema sério quando voltou pra casa. Houve uma onde de diarreia e vômito nos acampantes. Eu, inclusive, fui mais uma vítima do processo, e desejo isso pra ninguém! Em consequência disso, haja festa de visita ao médico!

5. A festa do soro começou já no final da tarde... como a cidade é pequena, só tem um único posto médico lá, e conseguimos a proeza de esgotar o estoque de soro fisiológico antes mesmo do fim do último dia de acampamento. Os que chegaram depois tiveram de ser transferidos para as cidades vizinhas pra tomar soro na veia (o que mais me impressionou nisso tudo foi a cara de tacho dos donos do local do acampamento enquanto viam as pessoas sendo medicadas...). Tomei soro na veia, e nele solubilizaram vitaminas do complexo B e Dramin, porque estava me desidratando. O enfermeiro lá pôs a agulha na minha mão de uma forma tal que tive choque pirogênico (sensação de calafrio pela má colocação da agulha), e senti incômodo no local onde a agulha foi injetada. Depois que fui liberada, ainda tomei Floratil e voltei pra casa dormindo no carro. Por causa disso, passei o resto da semana em casa descansando, e ainda perdi um simulado no cursinho. Comer? só se for sopa de legumes, e da mais simples...

Ah, mas nem tudo foi ruim...

6. pude fortalecer a amizade com os amigos da minha Igreja, e ainda pude conhecer gente nova. O ambiente foi propício para isso, e aproveitei bastante o quesito companhia dos amigos.

7. não consegui estudar tudo o que queria, mas pelo menos não deixei muita coisa pendente. Quis usufruir do feriadão pra dar um desconto no "recesso" que no começo do ano não tive como gostaria (é, o último vestibular que fiz pra 2013 foi na metade de janeiro deste ano), afinal foi um período conturbado e puxado.

8. visitei a casa dos pais de um amigo muito querido, e ainda pude adentrar um dos shoppings mais famosos da cidade, além de ficar paquerando os sapatos das vitrines. Lá na casa (na verdade, um sítio), tomei um chá bem inusitado: chá de abacaxi. Muito bom, por sinal! Quero mais da próxima vez! O local é bem aconchegante, além de frio.

9. nos cultos realizados no acampamento, cada um tinha um pastor diferente partilhando reflexões à luz da Bíblia. Mensagens inspiradoras e muito interessantes.

... e assim foi meu período de carnaval este ano. Torço pra que no ano que vem não tenha esses problemas de novo no acampamento de carnaval, e que a diversão seja pra lá de maravilhosa.

Vou agora voltar ao meu descanso, ainda estou em fase de recuperação...
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Fui! chau :*

Tuesday, January 15, 2013

Sonhos reais?

Fico até impressionada com a forma como certos sonhos meus se tornam realidade... alguns me perturbam, outros me deixam nas nuvens. Isso pode até parecer pessimismo ou até papo furado, mas não tenho me sentido confortável com o que aconteceu até ontem. Sonhei uma coisa bastante peculiar, contei com ar de tristeza para umas poucas pessoas que, acredito eu, são dignas de confiança, e tenho a mais absoluta certeza de que isso se tornará realidade. Estou sendo nada mais que realista, preciso ser muito "pé no chão" nessas horas.

Para os vestibulandos que fizeram a prova da UFPE, 2012 acabou ontem... eu, sinceramente, não consigo compartilhar desse sentimento também. Estou com a horrível sensação de que AINDA estou com a cabeça em 2012, mesmo com o corpo já em 2013. Isso é como se eu continuasse a correr atrás do vento, talvez porque por enquanto não mereço experimentar o sabor de uma classificação no vestibular há tanto tempo desejada... às vezes pergunto a mim mesma por que ainda não fui capaz de realizar esse sonho. Será por causa de incompetência minha? Que traça ainda me falta remover para sair dessa sensação de que parei no tempo?

Briguei por uma vaguinha na Universidade do jeito que pude, eu sei, mas estou com uma angústia enorme dentro de mim por notar que podia ter me empenhado muito mais; sinto-me uma batalhadora mais uma vez fracassada. Entendo que há tempo para tudo debaixo do sol, mas vou lembrar que esse período também não tem sido dos bons... reclamações vindas por indiretas, notícias péssimas recebidas assim que cheguei em casa depois de uma prova exaustiva... e errar é (des)humano nessas horas: para variar, eu (de novo) troquei o gabarito de um quesito numérico no momento de marcar o cartão-resposta, e consequentemente PERDI a questão mesmo tendo achado a resposta certa; em outras palavras, minha esperança de começar 2013 com o pé direito se desmanchou no ar... Enfim, o que era antes um pesadelo "idiota" se tornou realidade, como para mim já era de se esperar. Não tenho motivos aparentes para comemorar o suposto fim do ciclo de vestibulares, afinal ainda estou presa a ele... se eu passar ainda este ano, será nada menos que um milagre assustador.

É, vou guardar os meus band-aids para o ano que vem, vou descansar para começar a caminhada para 2014, e agora, mais do que nunca, confiar em Deus e continuar fazendo a parte que me cabe como se nada tivesse me atingido. Tenho apenas duas semanas de férias (errei, desculpem-me!) recesso para reunir minhas energias para mais um ano de cursinho, simulados, lágrimas, e MUITO esforço. Estou um tanto abalada com a situação, e mesmo assim tenho procurado levantar a cabeça porque agora mais do que nunca meus pais precisam de mim com o espírito leve, o que me deixa bastante aflita e insegura porque minhas responsabilidades só aumentam. É nesses momentos que a gente precisa louvar ao Senhor em meio a uma forte tormenta... é hora de pedir-Lhe forças para enfrentar os monstros que insistem em me atormentar. Dessas batalhas quero sair mais que vencedora.
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Fui! chau :*

Monday, December 31, 2012

Adeus ano velho, feliz ano novo...

Todos os anos as mesmas ladainhas se repetem. Essa é a época do ano em que normalmente as pessoas mundo afora fazem um balanço do ano inteiro, estipulam metas para o ano seguinte, se empenham mais a se reunirem em família. Deixar as desavenças de lado, usar roupas brancas, jogar conversa fora, compartilhar doses de champagne, vinho, cerveja... e muita festa!

Parando para analisar um pouco o momento, os check-ups que são deixados para o fim do ano deveriam ser renovados e revistos todos os dias. Reciclar os projetos de vida, jogar fora o que é desnecessário, procurar estar em paz com todos independente das circunstâncias, mostrar integridade em tudo que fizer, mudar o que não dá certo. Ah, também ponderar os fatos bons e ruins, principalmente os que contribuíram para o crescimento como indivíduo. Antes de tomar qualquer atitude para tentar ser uma pessoa melhor em 2013, é bom antes refletir se é relevante e se vale a pena se submeter a tais condições.

O velho clichê de que "a vida é feita de escolhas" nunca deixou de ser uma verdade irefutável, mas parece que muitos apenas fazem o favor de concordar e fingir que tudo continua da mesma forma. Se metamorfose fosse ruim, as borboletas não existiriam. Não sou contra o espírito de mudança, muito menos o de planejamento. O fato é que muitos levam isso com tanta suplerfluidade que chega a ser banal. Muitas mudanças às quais nos submetemos podem hoje serem de péssimo grado, mas amanhã será mais que benéfico. A mania própria do ser humano de ver apenas o lado péssimo das coisas só desencadeia o retrocesso do aprendizado ao longo da existência. Nada na vida acontece por acaso.

Meus desejos para o ano que está por vir são tantos... alguns deles são conhecimento, incomodismo, paciência, realizações de sonhos, melhor usufruto do tempo... e não poderia deixar de esquecer também do mais importante: pedir a presença constante de Deus durante todos os novos dias que ganho ao acordar todas as manhãs.
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Fui! chau :*

Saturday, December 22, 2012

21 de dezembro... e o mundo não acabou!

Ao longo da História mundial, a humanidade desde sempre tem especulado bastante a respeito do fim do nosso planeta. Para completar, nunca deixou de haver adeptos dessas ideias vis. Guerras, abalos sísmicos, epidemias, tudo induz as pessoas a confirmarem a iminência escatológica. Quantas vezes essas marcações de datas trouxeram evidências de um mundo que realmente está chegando ao seu ponto final?

Indubitavelmente, sempre tivemos necessidade de crer em algo, e motivos nunca nos faltam. No entanto, especulações relacionadas ao assunto só têm feito as pessoas focarem mais no que supostamente vai acontecer ao invés de procurar deixar a própria vida em ordem. Era de se esperar que surgissem pessoas beirando o desespero, ou mesmo adiando o prazo de consertar alguma falta para não ter o "dissabor de pagar a conta". Como não houve ao menos uma manifestação sobrenatural indicando o fim dos tempos, piadas envolvendo essas pessoas se tornaram um prato cheio.

Parando para refletir melhor sobre isso, eu realmente gostaria de não mais estar morando neste mundo onde impera o mal. Cansei de todos os dias ser obrigada a ouvir a respeito de crimes bárbaros, comentários torpes, intrigas e principalmente da falta de fé em Alguém que tudo pode fazer. Estou farta de viver neste tempo, porque vejo nitidamente que todos os valores morais e éticos que aprendi vêm sendo gradativamente deturpados, hostilizados e esquecidos. Tenho até muitas saudades da época em que não pedir desculpas por ter feito algo errado era ofensa grave, além de o cultivo de qualidades boas para a edificação individual era algo bastante louvável e muito bem visto pelos outros. Sinto-me sufocada neste mundo cheio de especulações falsas, mentiras, pessoas ganaciosas e que olham apenas para o próprio umbigo. Pior ainda é a existência dos que se fazem parecer alheios aos problemas do mundo, e se portam como se nada lhes interessasse ao estarem na zona de conforto, mergulhados em si mesmos.

Olhando para cima, noto que o verdadeiro final deste mundo está por vir, mas ocorrerá quando a grande maioria das pessoas menos esperam, da mesma forma como um ladrão assalta uma casa sem avisar. Os sinais têm sido expressivos, e o encaixe dessas peças me faz ter mais vontade de estar pronta para este grande dia - não sei quando, mas sei que todos O verão vindo em resplendor e glória buscar todos os que buscaram viver de acordo com a Sua vontade. Cada dia tenho procurado me preparar, e a chama da esperança em mim permanece acesa. Enquanto o Rei dos reis não vem, prefiro imaginar como será esse dia glorioso, e viver de acordo com a Sua vontade. E você, já parou para refletir sobre isso também?
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Boa semana para todos.
Fui! chau :*

Friday, November 9, 2012

Memorando o ENEM...

Retomando o assunto da última postagem, não poderia deixar de contar os fatos ocorridos. Antes de pontuá-los, preciso confessar que foi uma surpresa geral o nível apresentado este ano, tanto no caderno de questões quanto no tema da redação. Já que é proposta do MEC fazer do exame um vestibular de abrangência nacional, é importante mostrar serviço. Ainda acho ruim o fato de ter um caráter regionalista muito carregado (favorece os candidatos do Centro-Sul brasileiro, por estarem habituados há mais tempo com esse tipo de abordagem). Sem querer desmerecer os estudantes que conseguem a proeza de passar no vestibular pela nota do ENEM em sua região, não posso me calar frente a uma realidade que incomoda tantos, mas preferem o silêncio. A maioria da galera do Norte e do Nordeste que almeja alguma vaga numa universidade pública em sua própria região se vê muitas vezes sem opção devido às elevadas médias requeridas no SiSU. Geralmente, então, resta-lhes fazer vestibular em faculdades privadas que cobram uma soma considerável de dinheiro. Em outras palavras, esse sistema teoricamente perfeito finda favorecendo quem já conhece o caminho. Como esse terreno é bastante polêmico, prefiro que cada um tire suas próprias conclusões. No final das contas, só me responsabilizo pelo que falei, não pela interpretação de terceiros.

Voltando ao assunto inicial, vamos aos fatos que ocorreram no meu local de prova.

1. Levei travesseiro, mas não me permitiram usar. Em tese, eu o usaria para cochilar durante a tarde, mas tive de encostar a cabeça em cima da banca mesmo... nem preciso comentar a tremenda dor de cabeça, coluna e pescoço depois da prova. Acho que não permitiram por achar que eu tenha colocado alguma leitura de revisão, mas nunca fiz isso nem pretendo... estaria sendo desonesta principalmente acomigo mesma.
2. Todos os sabatistas foram proibidos de conversar durante a tarde inteira do sábado. Obviamente essa ordem foi muito estranha, pois é dificílimo não haver interação social entre as pessoas, principalmente quando se reconhece a feição de alguém. Eu até entendo, mas é praticamente impossível conseguir silêncio geral. Na minha sala, foi permitida a interação, mas por apenas 15 minutos e só para cantar e ler uma passagem bíblica. A prova começou às 19h (horário brasileiro de verão) e terminou às 23h30.
3. Havia 3 não-sabatistas na minha sala. Claro que estranharam por não terem recebido a prova no horário normal. A mais velha deles ficou tão indignada com a situação que resolveu abandonar o concurso no meio da tarde. Ela ainda alegou que notificou o erro para o MEC, mas não o fizeram. Os outros dois que permaneceram findaram sendo alvo de oferecimento de comida, pois trouxeram o que julgavam suficiente para usar durante a prova. A situação chegou a ser tão cômica que a jovem chorou de tanto rir.
4. Pude ouvir berros de uma candidata indignada que estava em outra sala. É bem provável que tenha sido por causa da ordem do silêncio. Tive tanta vontade de descobrir quem foi, mas isso não se concretizou.
5. Não consegui terminar a redação a tempo. Confesso que sou um pouco lenta para elaborar um texto dissertativo-argumentativo da forma como gosto de fazer. Penso bastante antes de escrever no papel o meu raciocínio sobre o tema proposto. Dessa vez não foi tão diferente. Faltavam poucos instantes para o tempo de prova se esgotar quando estava terminando de passar a redação a limpo o texto já pronto no rascunho. O fiscal aproximou-se de mim, e fui indiretamente obrigada a entregar a redação que, no meu ponto de vista, foi a mais feia que já fiz da minha vida até então (pelo simples fato de não tê-la acabado a tempo). Findei me derramando em prantos, acabei falando que, por causa de uma "mísera" redação, minha vaga na Federal está em jogo... e ainda tive de aguentar o fiscal dizer que "entendia" a situação e que não podia fazer nada por isso. É claro que "entende", porque não foi ele quem se sentou numa cadeira por 5h30 para responder uma prova desumana, injusta e elitista, e, além disso, ter treinado o ato de escrever uma redação com seriedade desde a época de ensino médio. Tento me esquecer dessa parte negativa de mais um capítulo do meu vestibular de 2013, mas tem sido muito difícil...
6. Entrevista dada para o Portal Uol. Clique aqui para ler o texto na íntegra.

Os itens supracitados são os mais marcantes ao meu ver. Agora, já que o exame foi feito, preciso focar nas próximas provas. O caminho é doloroso e desgastante, mas agora é tarde demais para eu voltar atrás. Não estou me dando por vencida, apenas saí da primeira batalha como guerreira ferida. Preciso novamente enfrentar os gigantes da raiva, do medo, da desssperança e da angústia para conseguir o que tanto almejo. Enquanto não os encarar de frente outra vez, vou me fortalecendo para finalmente carregar meu trunfo. E, claro, agradecer a Deus por tudo, pois nada na vida acontece por acaso.
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Fui! chau :*